Prefeitura considera "inviável" instalação da UPA no município
Nossa Lucélia - 05.08.2014


Construção da UPA e aquisição dos equipamentos são adquiridos com verba do governo federal

OSVALDO CRUZ - Edmar Carlos Mazucato (PSDB), prefeito de Osvaldo Cruz, não acha “viável” a instalação da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) cujas obras estão em fase final no município. Ele diz que a cidade tem sido bem atendida na área da saúde com a infraestrutura que possui atualmente.

O chefe do Executivo considera os gastos operacionais requeridos para ativá-la e aponta que a cidade já tem investido 27% de seu orçamento no referido setor, o que dificultaria a dispensação de mais verba para a unidade. Embora se posicione desta forma, o gestor diz que o município ainda estuda o que será feito sobre o assunto.

Mazucato relata que quando assumiu a prefeitura as obras da UPA já estavam em andamento. Comenta que o gestor que decidiu pela instalação da unidade teria feito parceria com cidades circunvizinhas, já que uma unidade desta só pode ser erguida para atender uma população a partir de 50 mil habitantes.

Apesar de ter assumido a direção da cidade, Mazucato não soube informar quais cidades estariam envolvidas nesta iniciativa, mas diz que buscará esclarecimentos sobre o assunto, uma vez que os demais prefeitos também precisariam injetar recursos para manter os serviços na unidade, quando em funcionamento.

“A construção da UPA e os equipamentos são adquiridos com verba do governo federal. O problema está em colocá-la para funcionar depois de pronta. Será que os demais municípios estarão dispostos a investir?”, questiona. Na verdade, Osvaldo Cruz receberá R$ 100 mil, R$ 200 mil da União, mas os gastos operacionais devem passar dos R$ 300 mil. Então, ainda não sabemos qual, exatamente, será o impacto causado aos cofres locais”, diz.

Diante do impasse, o prefeito citou a possibilidade de a prefeitura devolver ao Ministério da Saúde o dinheiro aplicado e utilizar o prédio erguido para outras finalidades. Segundo ele, continuar sem a UPA não prejudicaria a população, que tem sua necessidade suprida por cinco unidades da ESF (Estratégia Saúde da Família) – com previsão da abertura de outras três – pela Santa Casa, um Centro de Saúde, entre outros estabelecimentos do setor. “O que está em nosso alcance temos feito, principalmente aos menos favorecidos”, afirma. 

RECEIO - Osvaldo Cruz era uma das cidades que seria beneficiada com a implantação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na região. Contudo, como noticiado, devido aos custos que o serviço exigiria, o projeto teve de ser abortado. O MPF (Ministério Público Federal), inclusive, recomendou a devolução das ambulâncias que já haviam sido entregues a seis municípios. Por conta desta desistência, Mazucato teme que Osvaldo Cruz tenha prejudicado o envio de recursos por parte do governo federal, não somente para o término da construção da UPA, mas para outros investimentos. “Não sei até que ponto uma coisa está interligada à outra. Estamos aguardando um posicionamento do Ministério da Saúde”, aponta.

SEM RETORNO - Ontem, a reportagem entrou em contato com o ministério questionando quais seriam os municípios unidos para viabilizar a construção da UPA e também para saber se os temores do prefeito quanto à liberação de recursos têm embasamento. Contudo, até o fechamento desta edição, não houve retorno.


Fonte: Elaine Soares _ Do O Imparcial

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