Diretores de Obras e Meio Ambiente fazem balanço e apontam problemas de início de gestão
Nossa Lucélia - 03.08.2014


Coleta de lixo e sucateamento da frota foram os principais problemas enfrantados

LUCÉLIA - Assim que assumiram a administração, os diretores municipais de Obras, Antônio Netto, e Meio Ambiente, Daiane Romanini, se depararam com um problema que afetava os dois setores – o sucateamento da frota que prejudicava a coleta de lixo em Lucélia.

Um ano e meio depois, os diretores fazem balanço da situação. “Assumimos já com uma grande dificuldade, a coleta de lixo orgânico e seletiva atrasada, além de outros problemas que sofremos até os dias atuais, problemas de organização, como no almoxarifado que não possuía condições de trabalho. Caminhões, máquinas, a frota estava praticamente inteira parada em oficinas. Demandou tempo para adequar a situação”, afirma Netto. Confira:

QUAL ERA A SITUAÇÃO DO DEPARTAMENTO NO INÍCIO DA ADMINISTRAÇÃO?
Daiane
- Na verdade, não existia. Estava completamente abandonado, era uma sala na biblioteca e quando fui conhecer me assustei com a situação. Tinham papéis jogados, não existia mesa, cadeiras estavam abandonadas e inúmeros ofícios que há anos estavam sem responder. Não existia máquina fotográfica, GPS, nenhuma ferramenta.

Tive que organizar toda a documentação existente, conquistei alguns equipamentos provisórios, que depois foram repassados para dar continuidade ao trabalho desenvolvido. Com o tempo, houve a organização e os ofícios foram respondidos, principalmente junto ao Ministério Público.

Quem assumir futuramente o Departamento de Meio Ambiente encontrará, desde a parte documental até de equipamentos, adequados para a continuidade do trabalho. Além do Ministério Público, entrei em contato com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente para saber a situação da cidade perante ao governo para resolver pendências, além do 'Município VerdeAzual'.

Foi um trabalho intenso, mas com todo apoio do prefeito Osvaldo Alves Saldanha. Até mesmo o Estado elogia a evolução de Lucélia neste setor.

Antônio - Assumimos já com uma grande dificuldade, a coleta de lixo orgânico e seletiva atrasada, além de outros problemas que sofremos até os dias atuais, problemas de organização, como no almoxarifado que não possuia condições de trabalho. Caminhões, máquinas, a frota estava praticamente inteira parada em oficinas. Demandou tempo para adequar a situação, mas, como em toda mudança de gestão sabíamos que encontraríamos dificuldades. Graças a Deus, até o momento conseguíamos dar um bom prosseguimento ao trabalho.

Neste início de mandato, fizemos dois trechos do programa 'Melhor Caminho' que beneficia os produtores rurais de Lucélia. A do bairro Salvação era um trajeto complicado em dias de chuva até mesmo fraca, mas agora está em perfeitas condições até em dias de chuvas fortes. Na estrada da Santa Cecília era a mesma situação, havia dois pontos intransitáveis, além de uma ponte em má condições de tráfego.

Hoje, a parte rural em comparação com que assumimos está ótima. Construímos pontes do Burrinho, no córrego Balisa (duas), Santa Maria e atualmente trabalhamos na da Cana Verde, parceria entre as prefeituras de Lucélia e Adamantina com as usinas Bioenergia e Branco Peres, mas foi idealizado pela administração Osvaldo Saldanha, que foi atrás dos recursos e projetos, que em aproximadamente 90 dias deverá ser concluída.

QUAIS ERAM OS PRINCIPAIS PROBLEMAS ENCONTRADOS?
Daiane
- Um dos problemas existentes era de uma área que geraria multa de R$ 1 milhão para prefeitura, mas estava parada há 14 anos. Um bar foi construído em uma mata no Salto Botelho e foi pedido para fazer a recuperação da área, ou seja, era apenas isolar e plantar árvores  que desenvolviam sozinhas. Mas, o problema é que tiraram a estrutura do estabelecimento, jogaram terra vermelha, mas não retiraram a fundação, o piso. Desta forma, nunca nasceria uma árvore no local.

Fizemos a retirada de todo resíduo de construção existente, colunas de 50 anos, canos, tijolos e o plantio de mudas. A área foi isolada e sinalizada. A promotoria ficou satisfeita com o trabalho realizado, evitando a multa. Os dententos, que colaboram com a administração, realizam a manutenção do espaço.

Antônio –  Um dos principais problemas era em relação a frota municipal. Hoje, estamos em um patamar que pode ser considerado excelente devido a conquista de uma máquina niveladora, retroescavadeira, dois caminhões basculante, além da reforma de uma máquina pá carregadeira, esteira, outras duas niveladoras, duas escavadeira, os dois caminhões de lixo fazem a coleta normalmente e, na próxima semana outros dois chegarão em Lucélia, conquistas e manutenções estas que ajudaram a melhorar a situação da cidade. Pelo que a população nos procura, comenta com os servidores, Lucélia começa a ter uma outra 'cara'.

Sim, há problemas ainda para serem resolvidos, como buracos, galerias pluviais que necessitam de reforma, guias que necessitam ser refeitas, tudo está dentro do cronograma que, dentro do possível estamos desempenhando.

O passado não comentaremos, assumíamos o município para resolver os problemas, não para fazer críticas.

O que foi feito e projetado anos atrás não previa o aumento na quantidade de veículos pesados, por isso, o asfalto não aguenta e surgem os buracos, além da qualidade do material. Trabalhamos para resolver este problema. A lama asfáltica é muito cara, mas dentro do prossível, a prefeitura trabalha nos pontos mais críticos com a operação tapa-buracos. Sempre as quintas-feiras, recebemos material de uma empresa de Iacri e iniciamos o trabalho nos pontos que mais necessitam. Vai ser um trabalho pouco demorado, já que a empresa só cede material as quintas, mas todo o município está no cronograma de trabalho.

Dentro de um ano e meio, deveremos concluir nosso próprio equipamento de fabricação de lama asfáltica, que será produzido dentro do almoxarifado, contemplando mais ruas e vicinais de Lucélia.

Os próximos pontos a ser contemplados é a vicinal Amadeu Demiscki, ruas da vila Rancharia e próximas a linha férrea, a intenção é contemplar um todo, mas priorizando os pontos mais necessitados de melhorias e que estão dentro do cronograma do recape, como no Jardim Monte Alto.

Trabalho, concretizo para depois anunciar, se não sou cobrado. As vezes, damos prazo para resolver um problema, mas surgem outras prioridades e é adiada a resolução desta situação. Por isso, prefiro fazer para depois falar.

QUAL A SITUAÇÃO DO MUNICÍPIO VERDEAZUL?
Daiane
- Em 2013, conseguimos avançar 17 posições, porém um dos problemas que esbarra um avanço maior é a questão do aterro, que estamos tentando resolver. Além disso, havia várias ações sendo desenvolvidas no município, mas não eram aplicadas por falta de organização.

Em relação ao  animais portadores de doenças, nossa região é endêmica e aqui em Lucélia, os cachorros eram 'descartados' no aterro sanitário. Agora, quando morrem por alguma doença, são eutanasiados, colocados em um freezer e congelados para que, todas as quintas-feiras uma empresa, que também coleta o lixo hospitalar, recolha estes animais  para fazer a descontaminação e eliminado de forma correta.

Existem outros tipos de trabalho, como o das podas de árvore que também eram descartados no aterro e agora uma empresa especializada recolhe esse material, além de um processador de galhos adquirido pela Secretaria do Meio Ambiente. Também conquistamos caminhões compactadores de lixo devido a melhora na gestão ambiental.

Temos o trabalho feito com pneus que são recolhidos aproximadamente dois mil por mês. Os estagiários do setor têm a relação dos borracheiros da cidade, em que ligam e marcam uma data para que carreguem o material e levam até o local onde fica um caminhão da empresa contratada pela prefeitura para dar destinação correta ao material.

Outro trabalho para melhorar a situação do 'Município VerdeAzul' é a recolha do lixo eletrônico e a coleta seletiva que é realizada as terças e quintas-feiras. Em relação a coleta, o trabalho que havia sido feito foi perdido nos últimos meses da administração passada, ou seja, assumimos sem coleta seletivo e educação ambiental.

Adequamos também os podadores de árvores a legislação e, se cada setor colaborar, melhoraremos ainda mais no 'VerdeAzul'.

EM RELAÇÃO AO ATERRO, QUANDO SERÁ RESOLVIDO O PROBLEMA?
Daiane
- Estamos conseguindo aos poucos regularizar a situação, uma herança que não se resolve de uma hora para outra. É muito difícil realizar a instalação, não é fácil como muitos acham que é somente comprar a área, abrir um buraco e jogar o lixo, o próprio juiz que emitiu a emissão da posse reconheceu que precisa de um ano para a concretização.

Protocolamos no comando aéreo para emissão de parecer técnico favorável ou não, e já providenciamos a documentação para licença ambiental. Gostaria até o final do ano resolver o problema, mas temos um ano para solução definitiva do aterro.

É muito difícil se deparar um município que não existia gestão ambiental e tentar resolver todos os problemas em um ano, é humanamente impossível, mas, segundo o Governo do Estado a melhora é significativa em Lucélia.

A PREFEITURA AINDA ENFRENTA PROBLEMAS COM MÃO-DE-OBRA?
Antônio
- A parceria da prefeitura com o Estado se mostra a cada dia que Lucélia só tende a ganhar. É de suma importância o trabalho desenvolvido pelos colaboradores [detentos], já que são pedreiros, eletricistas, mecânicos, pintores, operadores de máquinas, cortadores de árvores, são profissionais que necessitávamos para dar continuidade aos trabalhos do setor.

Começaram a trabalhar há dois meses somente, mas desde que assumíamos haviam dificuldades com falta de mão-de-obra. Houve um processo seletivo com a contratação de 20 servidores para ajudar a administração. Apesar de estamos mais equilibrados, ainda temos algumas dificuldades já que mão-de-obra é carente. Gostaríamos de resolver todos os problemas, mas temos que trabalhar por etapas devido a condição financeira da prefeitura e as situações citadas.

A população pede que realizamos algumas melhorias, mas temos que trabalhar dentro do cronograma já que não há funcionários para atender todas as demandas. 'devagarzinho' conseguimos atender a demanda, com um trabalho bem feito, que não precisa ser realizado novamente. Queremos mudar a cara de Lucélia nestes quatro anos juntamente com a administração Osvaldo Saldanha.

A RELAÇÃO COM SERVIDORES MUNICIPAIS É BOA?
Antônio
- Para mim, a relação é ótima. Quando iniciei as vezes as pessoas veiam de uma forma diferente, mas este olhar mudou, não é mais daquela maneira que foi 'vendido' por estar vindo do setor privado. Tenho comunicação e amizade com todos, tudo que peço sou atendido, independente do horário, se houver alguma necessidade urgente no município, ligo e os funcionários vão resolver, nunca me disseram não.

A relação com outros setores também é ótima. Tudo o que precisam atendemos de acordo com a necessidade e a estrutura disponível. O setor de Obras nunca para. Sou chato e crítico, mas para fazer as coisas certas e honestas, por isso recebi a confiança do prefeito para comandar este setor. Pedra, que é vidraça sempre recebe, mas graças a Deus a relação está ótima com todos os departamentos.

O QUE ESPERAR DOS PRÓXIMOS DOIS ANOS E MEIO?
Daiane
- Melhoria continua no desenvolvimento, estamos aqui para melhorar o que for possível eu não tenho nenhum empecilho para realizar o meu trabalho com total apoio do prefeito Osvaldo.

A implantação do aterro que é meu sonho pessoal. As pessoas têm que enxergar que gestão ambiental não é apenas fingir que há projetos, levar para a Secretaria do Meio Ambiente e no fim no ano, chamar um jornal para fazer matéria para mostrar que melhorou, deve ser um trabalho continuo em busca de oferecer mais qualidade de vida a população, e isso que buscamos.

Antônio - Temos alguns projetos e acredito que a situação só tende a melhor. Trabalhamos para que em um ano e meio a população já perceba uma diferença. Recursos, como para recapeamento, devem ser concretizados nos próximos meses. Lucélia já começa a ter uma nova cara.

COMO ANALISA O TRABALHO DOS VEREADORES DE LUCÉLIA?
Daiane
- Nunca me procuraram, gostaria muito e estou à disposição para esclarecer qualquer assunto do departamento. Não estou envolvida politicamente com nenhum vereador, estou para ajudar o município. Não sou paga para me envolver em discussões e sim, para colaborar com o desenvolvimento da cidade.

Gostaria que participassem e acreditassem mais no que estamos implantando. Tudo o que é feito não é para mim, sou apenas uma profissional, é feito para as pessoas terem qualidade de vida e isso que é gestão ambiental: dar qualidade de vida para as pessoas, conservar o meio ambiente e restaurar o que foi danificado.

Antônio - Tenho um bom relacionamento com todos, são meus amigos, não tenho nenhuma discriminação e eles correspondem com que é de responsabilidade dos vereadores realizarem, como fiscalizar o nosso trabalho. São cobrados pelo povo e automaticamente cobram o prefeito. Críticas sempre existem, mas temos uma bom relação, não tenho o que reclamar de nenhum vereador e estou fazendo a minha parte.


Fonte: João Vinícius | Fernanda Silva _ Do Grupo Impacto

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