Diretores de Esporte e Cultura fazem balanço dos projetos implantados durante administração
Nossa Lucélia - 23.07.2014



LUCÉLIA - Os diretores municipais de Esporte (Fernando Moraes) e de Cultura (Fernando Putinatti) são os entrevistados desta semana da série do Impacto, quando destacaram os projetos desenvolvidos durante um ano e meio de administração. Acompanhe:

QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS PROBLEMAS AO ASSUMIR O DEPARTAMENTO?

CULTURA -
Tivemos problemas  tanto na estrutura física como na parte profissional. Começando pela Casa da Cultura, que teve uma restauração na administração anterior, mas mas não foi suficiente. Hoje, temos problemas com a calha, pois não foi trocada, somente reparada, e toda parte de estrutura do telhado, madeiramento e com cupim. Aos poucos, quando a prefeitura se recuperar das dívidas, temos a pretensão de iniciar as reformas necessárias. Até o final de agosto, o projeto é trocar a calha.

Deparamos também com a falta de máquinas, computadores, profissionais habilitados e o espaço é bem precário. A ideia é realizar as melhorias necessárias para oferecer o melhor serviço para população.

ESPORTE – Primeiramente, a falta de um corpo administrativo. Atualmente, o esporte se resume apenas a um diretor, cinco monitores, um escriturário e gestor do PAF (Programa Atleta do Futuro). Outra dificuldade é a instalação física, não temos um espaço para atuar, onde trabalhamos também é muito precário. Quando iniciamos faltava materiais esportivos, uniformes, agasalhos e estamos conseguindo resgatar aos poucos. Já conquistamos 75 agasalhos, uniformes para os times de handebol, futsal, dama, xadrez, atletismo, tudo adquirido com recurso próprio, mas a maior dificuldade acaba sendo a formação do corpo administrativo.

HOUVE CONFLITOS ENTRE O DIRETOR E OS FUNCIONÁRIOS DO DEPARTAMENTO?

ESPORTE
- Na realidade, existiu um conflito envolvendo choque de filosofia de trabalho. Estavam acostumados com o modo de trabalho da gestão anterior e entramos com um novo modelo de administração. E é claro que em toda troca ocorre atrito, porém, quando chegamos encontramos alguns funcionários desanimados em relação aos salários e material esportivo. A administração praticamente dobrou a remuneração salarial e em relação aos materiais de trabalho, já conquistamos 10 bolas para o futsal, sendo que antigamente eram somente três ao ano. Conseguimos muitas mudanças, porém nunca é 100% tranquilo, pois sempre ocorre uma cobrança por minha parte para que os trabalhos sejam desenvolvidos.

QUAIS OS PRINCIPAIS PROJETOS DESENVOLVIDO?

CULTURA
-Temos o projeto de dança, ministrado pelo coreógrafo Anderson Oliveira, a banda marcial que está em fase de reformulação. Nesta questão, houve a troca do maestro por conta de que o anterior tinha vários adiantamentos no contrato e para esse ano, tivemos que realizar uma nova licitação, optando em contratar um novo profissional por conta do antigo não agradar na forma que era realizada as atividades.

A banda marcial praticamente “começou do zero”. São novas crianças, a situação era precária e já conseguimos reformar e adquirir novos equipamentos para que os trabalhos sejam desenvolvidos. Tentaremos recuperar os uniformes para poder concluir o processo de reformulação, para Lucélia novamente ter uma banda, que provavelmente ocorrerá em 2015. Trabalhamos por etapa, o recurso é escasso, recuperamos os instrumentos e agora os uniformes.

Em relação aos projetos, também há o Circuito Sesc de Artes que durante um dia realiza atividades que envolvem toda população, Festival Requebra de Dança, conseguimos trazer um mito da capoeira, o mestre Suasuna, temos ainda Oficina de Artesanado, Festival de Viola, Lucélia Rock Festival, pintores lucelienses que se destacam e que tem o nosso apoio, como Luis Marques Fernandes e Moacir Ferraz. Esse setor trabalha com recursos próprios e por isso, a importância de trabalhar cada dia dentro do seu contexto artístico.

Outras parcerias são com a oficina cultural Timochenco Wehbi, de Presidente Prudente, Abaçaí Cultura, Associação Paulista dos Amigos da Arte, Sesc Thermas, entre outros. Inclusive, esta semana abrimos as inscrições para oficina de violão e de viola caipira-camarada de cordas dedilhadas, que oferece 20 vagas, além de oficina de teatro do projeto Ademar Guerra.

ESPORTE – Desenvolvemos o projeto “De mamando a caducando”, que oferece esporte para todos, as aulas são ministradas pela professora Luana, quando são oferecidos dança, ginástica, caminhada, vôlei adaptado, além de ser preparatório, no caso da melhor idade, para o JORI (Jogos Regionais do Idoso). Há outros projetos pontuais, como circuito de mountain bike.

Pretendemos plurarizar o esporte, temos que trabalhar novas modalidades, não somente o futebol, para fomentar saúde e educação. Temos as escolinhas de futebol, futsal, basquete, handebol, além do apoio que oferecemos a outras modalidades, como transporte, para participação de campeonatos e torneios. Em 70 anos, pela primeira vez em Lucélia, houve uma estimativa orçamentária entregue em 20 de dezembro de 2013, juntamente com um calendário interno, onde encaixamos nossas atividades.

POR QUE HOUVE A DESISTÊNCIA POR PARTE DE LUCÉLIA DOS JOGOS REGIONAIS?

ESPORTE
- A questão foi as praças esportivas, mas principalmente por não conseguirmos celebrar convênios por conta de dívidas passadas que não foram resolvidas. E, nem é tanto por conta na área do esporte e sim, em outros setores, mas que afetam toda a administração.

A PREFEITURA CEDE OS ESPAÇOS ESPORTIVOS PARA A COMUNIDADE?

ESPORTE
- É uma inverdade a fala de alguns vereadores. Primeiro, temos dificuldades com espaço físico e outra, temos um calendário a seguir, utilizando os espaços físicos para ministrar aulas e treinos. Essas afirmações não correspondem com a realidade, não podemos deixar de realizar as nossas ações para ceder a terceiros, a não ser que beneficie a população. Atualmente, cedemos o espaço para realização de um campeonato externo.

QUAL SUA RELAÇÃO COM LEGISLATIVO?

CULTURA
– Tenho ótima relação com os vereadores e vários, participam das atividades e ajudam em conquistas para o departamento, como Júlio da Auto Escola, Vinícius Bussi, Ivone Pernomian, Valdecir da Sabesp, Antônio Carlos Rios, entre outros.

Pode ter ocorrido um desgaste devido ao impasse da banda marcial, principalmente com os vereadores que não são da base aliada do prefeito, em que queriam que o contrato fosse renovado com antigo maestro. Houve algumas críticas, mas tudo já foi resolvido e esclarecido.

ESPORTE – Também temos uma relação de parceria, não há nada para ser contestado. Muitos conheço antes mesmo de se tornar direitor, e esse respeito deve se manter.

NAS SESSÕES DA CÂMARA, HOUVE VÁRIOS PEDIDOS DE INFORMAÇÕES EM RELAÇÃO AO CARVANAL. COMO AVALIA ESSAS CONTESTAÇÕES?

CARNAVAL
- O nosso carnaval é considerado o melhor da Alta Paulista. Em relação a organização, graças a Deus não tenho nada a esconder, pois tudo foi feito com transparência. A prestação de contas está na prefeitura, seguindo todas as exigências, tudo licitado, não há motivos e nem o que esconder da população e dos vereadores. E para os próximos dois anos, o nosso objetivo é melhorar ainda mais, tudo com a ajuda do prefeito e da nossa equipe.

Em relação as contestações, vejo como uma perseguição de uma vereadora, que estava na frente da diretoria em outra administração. Mas, as prestações de contas do carnaval de 2011 e 2012, por exemplo, não são encontradas.

O QUE ESPERAR DOS PRÓXIMOS DOIS ANOS E MEIO?

CULTURA
- Temos projetos, mas a concretização depende da situação financeira da prefeitura.Recentemente, conseguimos parceria com o grupo Ademar Guerra, para montar um grupo de teatro. Conquistamos o anfiteatro municipal, que considero a maior conquista para o município. Temos o projeto de construir um museu municipal, em prédio “abandonado” da prefeitura, precisamos de um lugar fixo para a biblioteca, já que o espaço cedido pelo Banco do Brasil não tem acessibilidade, agora a prefeitura alugou um novo lugar em que funcionará em breve.

Estamos criando a Associação dos Artesãos em parceria com a Secretaria de Assistência Social e futuramente, queremos montar um espaço para que os artesão tenham condições de comercializar seus produtos. Porém, o maior desejo é concretizar a Unidade Móvel de Cultura. Já solicitamos para vários deputados, mas ainda não se efetivou. Este projeto seria como uma biblioteca móvel, para levar até os bairros, escolas, mais cultura.

ESPORTE -Tinhamos o projeto de implantar aulas de box no Parque da Palmeiras com o profissional João Batista, para trabalhar com 800 crianças de ambos os sexos. A licitação estava pronta, mas infelizmente apareceu uma dívida da administração anterior que o prefeito teve que pagar e com isso, fui chamado em caráter de urgência para comunicar ao profissional que esse projeto deveria ser adiado por falta de recurso, pois a transparência e a honestidade é a cara dessa nova administração.

Em abril do ano passado, fizemos projeto para reforma e ampliação do ginásio de esportes, no valor de R$ 1,5 milhão, estamos na expectativa para conquista desta verba. Para o futuro, queremos manter os novos eventos que iniciamos em Lucélia, além de melhorar ainda mais nossa posição nos Jogos Regionais, quando tivemos um crescimento quantitativo e qualitativo, por incrível que pareça, com menor custo.

Em 2013, levamos 113 atletas e classificamos para os Jogos Abertos quatro modalidades, com custo de R$ 8 mil. Já na gestão anterior, levaram 90 atletas e gastaram R$ 10 mil, sendo que classificaram somente o handebol e mesmo assim, não disputaram, e por conta disso tivemos que pagar multa e a modalidade não pode participar, mesmo classificada no ano passado. Em 2014, fomos com 140 atletas, o handebol feminino e masculino foram campeões da 2ª divisão, além do judô, karatê e malha que se classificaram para os Abertos.

Como professor e educador, acredito que temos que respeitar mais as histórias das pessoas, o profissionalismo e tomar cuidado com a politicagem de má fé, não acredito que as críticas são para o melhor da cidade. Aquele que pensa no município, se esquiva da má influência, das opiniões negativas.

Quem é parceiro, tem a vontade que Lucélia melhore, pensa diferente. Sei que é passageiro, mas queremos, no mínimo, deixar um legado.

O servidor público deveria ter a ciência que é um funcionário da população. Os moradores pagam impostos, que se revertem em salários . Assim, os funcionários municipais estão para servir a cidade, não é estacionamento de comodismo, com o pensamento que sou concursado e trabalho quando quero. O exemplo está vindo de cima, quando o prefeito chega cedo e sai depois do expediente, almoçando no gabinete, os outros escalões deveriam seguir o exemplo.


Fonte: João Vinícius - Do Grupo Impacto

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