Demora na liberação de corpo de floridense morto em acidente revolta familiares
Nossa Lucélia - 11.07.2014


Médico está atendendo plantão em Dracena e diz que realizará os exames de necropsia somente às 19h00

FLORIDA PAULISTA - O pintor floridense Moisés dos Reis Correia, procurou a reportagem do Jornal Folha Regional para relatar a sua indignação e o sofrimento da família pela demora na liberação do corpo de seu pai o senhor Denizar Bulhões Correia de 70 anos de idade, o que já dura quase oito horas.

O homem foi vítima de um acidente de trânsito ocorrido no início da manhã desta sexta-feira (11) em Flórida Paulista.

De acordo com Moisés, após realizar todos os trâmites e preparação de documentos necessários para dar entrada no Instituto Médico Legal (IML) de Adamantina foi marcada a realização dos exames de necropsia que deveria ter ocorrido às 14h00.

O que ocorreu foi que o médico não estava no local e apenas comunicou que se encontrava de plantão na UTI de Dracena e que só realizaria o exame às 19h00.

Ainda de acordo com Moisés, foi feito contato com o médico informando o translado do corpo até o IML da cidade de Dracena o que facilitaria o trabalho visando à liberação em menos tempo para que a família pudesse velar o seu ente querido, mais uma vez sem sucesso, já que o médico informou novamente que só realizaria no início da noite.

Nossa reportagem fez contato com o agente funerário Clailton Carlos dos Santos – (Funerária Flórida) que confirmou as informações. No momento do contato ele e outro funcionário da empresa funerária aguardavam o atendimento em Dracena.

Em contato com a Funerária Flórida, fomos informados de que geralmente cumpre-se um prazo de até seis horas a contar do horário do falecimento para que o exame seja realizado o que não está sendo respeitado pelos profissionais do IML e que se o exame for realmente realizado às 19h00 o corpo só será levado ao velório no início da madrugada de sábado (12) já que passará por preparação.

“Nunca imaginei viver um descaso como o que estamos passando, isso é muito constrangedor, pois a única coisa que queremos após o triste ocorrido é poder velar o meu pai e sepultar. Isso é um direito nosso e está sendo desrespeitado”, lamenta Moisés.

O denunciante afirmou ainda que caso seja necessário buscará amparo na Justiça para que sejam tomadas as providencias cabíveis.


Fonte: Do Jornal Folha Regional

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