Após seis meses de desaparecimento corpo de idosa é encontrado enterrado no centro da cidade
Nossa Lucélia - 11.07.2014
Maquinário da prefeitura esteve no local auxiliando no trabalho de escavação do terreno desde as 14h30 e foi localizado um corpo
TUPÃ - Policiais civis da DIG – Delegacia de Investigações Gerais de Tupã conseguiram esclarecer parte de um crime que preocupava o setor de investigação, o desaparecimento de uma idosa de 78 anos que morava em uma casa na Rua Miguel Gantus, próximo a Rua Tapajós, no centro de Tupã.
Parte do mistério foi esclarecido na tarde desta quinta-feira (10), quando um corpo foi encontrado enterrado no quintal da casa da mulher desaparecida, que a polícia acredita se tratar da moradora Joana D'Arc, 78 anos.
Segundo o delegado da DIG, Dr. Washington Luiz Muzzi, as investigações começaram há aproximadamente dois meses, quando chegou ao setor de investigação, a notícia do desaparecimento da idosa.
"No finalzinho do mês de maio chegou uma informação aqui pra um dos investigadores, que vizinhos e conhecidos de uma senhora, a senhora Joana D'arc, de 78 anos de idade, que morava ali na Miguel Gantus, nº 1000, estava desaparecida. E os vizinhos acharam estranho, porque foi passando o tempo e ninguém tinha notícias da senhora Joana D'arc", conta o delegado.
A investigação prosseguiu ouvindo vizinhos e o filho da vítima que havia saído da cadeia há pouco tempo e que confirmaram o desaparecimento da mulher.
"Nós descobrimos que nesse período em que o filho dela estava preso, um rapazinho de 18 anos começou a morar com a senhora Joana D'arc e no dia que a Joana desapareceu, esse rapaz também deixou a residência", explica Dr. Muzzi.
Com a evolução da investigação, todos os levantamentos levaram a polícia a suspeita de que a moradora estava morta e que possivelmente, seu corpo estaria enterrado no quintal da própria casa, que havia sido vendida dias antes de sua morte.
"Um pouquinho antes desse desaparecimento da Joana, ela vendeu essa casa, e o atual comprador acabou demolindo tudo e passou um trator em cima, tava limpo o terreno. Então hoje nós montamos uma operação para cavar ali naquele terreno", informa.
Maquinário da prefeitura esteve no local auxiliando no trabalho de escavação do terreno desde as 14h30 e de fato foi localizado um corpo.
"Tudo indica ser da Joana, não tem como negar que seja dela, estava em adiantado estado de decomposição. Presume-se que a morte ocorreu no final de janeiro e começo de fevereiro, que foi o período que ela desapareceu", destaca o delegado.
Segundo o delegado, um dos indícios que levou a polícia a desconfiar da morte da idosa foi a não retirada de um benefício que ela recebia do INSS. O último saque foi realizado pela aposentada no dia 7 de janeiro e depois não teve mais saque.
"Se ela tivesse desaparecida, morando em outro município como a princípio levantou-se essa hipótese também, ela estaria sacando, ninguém vive sem dinheiro. Nós rastreamos também o celular dela, que parou de ter ligações mais ou menos nesse período que ela desapareceu. Conseguimos localizar o aparelho em poder de quem estava e este informou que comprou desse rapaz que se chama Alessandro, que é quem morava com ela", ressalta.
O jovem identificado pelo nome de Alessandro foi ouvido pelo setor de investigação e afirmou que não matou a senhora Joana D'arc. Ele alegou ainda que eles tiveram uma discussão numa noite porque Alessandro chegou tarde e ela queria a companhia dele. No dia seguinte, ele acordou, viu que ela estava dormindo ainda, passou algumas horas e ela não acordou e quando ele foi cutucá-la, percebeu que a idosa estava morta.
"Ele alega que com receio de avisar alguém que ela estava morta, chamar alguém ali na casa e conseqüências ruins acontecerem para ele, ele achou melhor enterrar o corpo e sumir dali. Logicamente, o corpo vai agora para exame de corpo delito, vou pedir exame toxicológico e outros para ver se houve algum tipo de lesão, alguma fratura, alguma intoxicação que pudesse realmente identificar a causa da morte dela", conclui o delegado.
O jovem estava sendo ouvido na delegacia e se caso seja comprovada a sua autoria na morte da idosa ele irá responder pelo crime de homicídio e ocultação de cadáver.
Fonte: Do TupãCity.comVoltar para Home de Notícias
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