Sem AVCB, concha acústica de Osvaldo Cruz está fechada para shows há 4 meses
Nossa Lucélia - 05.07.2014


Diretor de cultura de Osvaldo Cruz afirma que adequações já são feitas. Obra custou R$ 140 mil; local recebe apenas atividades escolares

OSVALDO CRUZ - Há quatro meses sem receber nenhum show, a Conha Acústica Ruy Camarinha de Souza, localizado no Centro de Osvaldo Cruz, próximo à linha férrea que corta a cidade, ainda não recebeu as adequações necessárias para o retorno das atrações musicais. O local, construído após um investimento de R$ 140 mil, paralisou as atividades após notificação do Corpo de Bombeiros quanto à estrutura inadequada para receber espetáculos maiores. Conforme a prefeitura, as alterações já são providenciadas.

Conforme o responsável pelo Departamento de Esporte, Cultura e Turismo da cidade, Odair Cavalcante, o local apresenta problemas na arquibancada. “Conforme os bombeiros nos orientaram, há problemas estruturais na área destinada ao público. Por isso, ficamos sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros [AVCB]. Desde então, o espaço é utilizado apenas para algumas apresentações escolares, de menor público”, afirma.

O espaço foi inaugurado em novembro de 2012, conforme informações divulgadas pela própria prefeitura em sua página oficial na internet. Na ocasião, foram realizadas apresentações das bandas do Projeto Guri, além de uma roda de música sertaneja e do grupo Violeiros da Madrugada. Entretanto, quase dois anos depois, não é possível que nenhum artista musical utilizasse o espaço.

“Tentamos fazer um espetáculo com um artista cover do Ney Matogrosso, aqui de Osvaldo Cruz mesmo, mas por medidas de segurança, precisamos transferí-lo. Depois não houve mais nenhum show. Agora vamos fazer uma análise do que pode ser feito, mesmo porque o projeto original compete a outra administração”, declara.

O diretor ainda afirma que as alternativas sugeridas para possibilitar uma maior utilização do local, já durante o período de adequações, ainda não foram aceitas. “Pensamos em montar uma feira livre no espaço, porém isso poderia fazer com que o público ficasse dividido entre ela e a feira da área central do município. Isso poderia prejudicar alguns comerciantes. Os fregueses estão acostumados com o local tradicional”, diz.

Além da arquibancada, responsável pelos problemas, a Concha possui palco e camarim. Ela  compõe a área de lazer “Benedicto Manoel Júnior”, na esplanada ferroviária, conforme a administração pública. Para a construção do local, foi necessária uma verba estadual de R$ 50 mil, conquistada em 2010. “É um espaço muito legal, gostoso. Queremos vê-lo funcionando novamente o mais rápido possível. Estamos buscando isso, mas não há uma previsão”, explica o diretor de cultura.


Fonte: Vinícius Pacheco _ Do G1 Presidente Prudente

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