Ambulância demora para prestar atendimento e homem morre
Nossa Lucélia - 16.06.2014


Mãe do rapaz também morreu. Ambos foram enterrados no dia 11

OSVALDO CRUZ - Um homem, Antonio Meira, de 60 anos, morreu no último dia 10 deste mês após sofrer, segundo os médicos, um infarto. No entanto, um detalhe fez com que o fato ganhasse destaque: a demora na chegada da ambulância para prestar o atendimento à vítima.

A denúncia foi feita por Antonia Barbosa, moradora no conjunto Alberto Lang e que é vizinha da vítima, que procurou a imprensa para esclarecer a história. Em entrevista à Rádio Clube, a mulher contou que o homem havia dito para sua mãe, Maria Lima de Meira, de 80 anos, que não estava bem.

Momentos depois, o homem foi se sentar, caiu e bateu a cabeça. “A partir daí ele já não respondia mais. Segundo o médico, foi um infarto”, contou Antonia Barbosa.

Ao comunicar o fato à central de ambulância, a mulher ouviu que não havia veículo disponível e era preciso entrar em contato com o Corpo de Bombeiros. Por diversas vezes que o veículo estava à caminho. “Mas essa ambulância nunca chegava”, disse indignada.

A mulher contou durante a entrevista que ouviu do Corpo de Bombeiros que o veículo não poderia ir mais rápido em função dos “sinaleiros que existem na cidade”. A ambulância chegou cerca de meia hora depois da primeira comunicação – isso de acordo com Antonia Barbosa.

Antonio Meira foi encaminhado à Santa Casa onde foi levantada a hipótese de uma transferência para Marília. Sem vagas, o homem acabou falecendo em Osvaldo Cruz mesmo.

“O médico disse que o ideal era a transferência para Marília. Ele (Antonio Meira) acabou falecendo porque aqui não tinha condições de manter ele”, explicou Antonia Barbosa.

O caso se agravou quando a mãe da vítima, de 80 anos, ficou sabendo da morte do filho.

“Ela tinha problema de coração, teve um infarto e faleceu. Tentei ligar para os Bombeiros, mas quando vi que a história iria se repetir colocamos no carro e levamos para a Santa Casa”, contou Antonia Barbosa.

De acordo com informações da Funerária Tamoios, mãe e filho foram enterrados na quarta-feira, 11.

O OUTRO LADO - O responsável pelo transporte das ambulâncias, José Leal, explicou que o caso foi passado para o Corpo de Bombeiros devido à gravidade do caso.

De acordo com Leal, alguém da central se dirigiu até o local onde estava o homem que havia sofrido o infarto. Lá, ele avaliou que o caso deveria ser passado para os Bombeiros.

“Era o caso para alguém com conhecimento técnico, treinado para esse tipo de situação, além das ambulâncias mais equipadas”, explicou Leal.

José Leal pede ainda, em casos mais graves, para que o chamado seja feita diretamente para a central dos Bombeiros pelo número 193 e não 192 que é a central municipal de ambulâncias.

“Os Bombeiros estão 24 horas à disposição para esses atendimentos mais graves, contam com ambulâncias equipadas e profissionais treinados para realizar esse atendimento”, finalizou José Leal.

BOMBEIROS - O comando do Corpo de Bombeiros de Osvaldo Cruz não quis gravar entrevistas, mas destacou que tem registrado todos os horários do caso: desde o primeiro contato até a chegada da ambulância no local onde estava o home de 60 anos.


Fonte: Pedro Afonso _ Do OCnet (Com Rádio Clube)

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