Sem condições financeiras, municípios da Alta Paulista desistem do Samu Regional
Nossa Lucélia - 04.06.2014


Em carta divulgada nesta terça-feira (3), prefeitos da Nova Alta Paulista alegam que foram esgotadas todas as possibilidades possíveis para o funcionamento do Serviço Móvel de Urgência

REGIÃO - A Associação dos Municípios da Nova Alta Paulista (Amnap) divulgou um comunicado nesta terça-feira (3) em que informa que as prefeituras da região não têm condições financeiras de arcar com as despesas de implantação do Serviço Móvel de Urgência (Samu).

O documento leva os nomes dos prefeitos de Adamantina, Ivo Francisco dos Santos Júnior, de Lucélia, Osvaldo Alves Saldanha, de Inúbia Paulista, Claudionir Ghelfi, de Parapuã, Samir Alberto Pernomian, de Mariápolis, Ismael de Freitas Calori, de Salmourão, José Luís Rocha Teles, de Osvaldo Cruz, Edmar Carlos Mazucato, de Tupã, Manoel Ferreira de Souza Gaspar, de Rinópolis, Valentin Trevisan, de Pacaembu, Maciel do Carmo Colpas, e de Pracinha, Valdomiro Alves Filho. O governante de Adamantina é, inclusive, o presidente da Amnap. A decisão foi tomada em uma reunião realizada nesta terça-feira (3) em Tupã.

“Certos de termos esgotado todas as possibilidades possíveis e de estarmos prezando pela saúde financeira e econômica consciente dos municípios, com muito pesar, afirmamos que não temos condições de bancar os custos para a implantação do Samu Regional”, diz a carta.

O objetivo do comunicado, que também levou o nome do Comitê Gestor Inter-Regional de Atenção às Urgências, que debate a criação do Samu, foi “esclarecer que todos os esforços foram envidados para a implantação do serviço”.

Na carta, os prefeitos explicam que com a “determinante atuação” do Ministério Público Federal (Regional de Marília), através do procurador da República Diego Fazardo Maranha de Souza, e do Ministério da Saúde, pelo consultor técnico Lissandro Luís Pinto da Silva, foram realizadas reuniões e debatidas alternativas na busca por soluções para o impasse econômico-financeiro estabelecido pela não-adesão de um dos entes previstos no projeto inicial de co-financiamento do sistema.

“Cientes da qualidade do serviço e da importância regional da implantação do Samu, foram propostas alternativas de redução de custos, a fim de adequar o sistema à capacidade financeira dos municípios, já sobrecarregados pelos elevados investimentos nos setor de saúde”, alegam os governantes.

Eles aponta que, “não obstante a todo este esforço regional”, com a presença dos municípios de Tupã, Adamantina, Osvaldo Cruz, Lucélia, Pacaembu, Parapuã, Rinópolis, Mariápolis, Salmourão, Inúbia Paulista e Pracinha, e com a ausência dos municípios de Bastos, Herculândia, Arco-íris, Iacri, Queiroz, Flórida Paulista e Sagres, não foi possível obter a adesão de todos os 18 municípios envolvidos no Samu. Essa situação, conforme a carta divulgada nesta terça-feira (3), “acarretaria maiores gastos aos municípios que se dispuseram a aderir ao serviço”.

“Saliente-se que a não implantação do Samu no prazo estipulado pelo MPF, mesmo implicando a devolução das ambulâncias doadas aos municípios, não significa a extinção das possibilidades da criação dos serviços nos municípios ora citados. Todavia, futura implantação deve ser pautada em gestão responsável e com garantias de seu pleno funcionamento, sem que isso importe em aumento da já abusiva carga tributária ou de problemas econômico aos municípios”, ressalta o documento.


Fonte: Do iFronteira.com

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