Situação do estádio volta a ser questionada na Câmara
Nossa Lucélia - 17.05.2014
Já foram investidos aproximadamente R$ 260 mil no local e o estádio continua fechado e tomado pelo mato
LUCÉLIA - A situação do estádio José de Freitas Cayres voltou a ser motivo de contestação na Câmara Municipal de Lucélia. Os vereadores Fagner Vinícius Bussi da Silva (PSDB) e Moacyr Pacheco Duarte (PT) apresentaram requerimento pedindo informações sobre as melhorias realizadas pela administração anterior, os motivos da interdição do local e quais as medidas devem ser tomadas para resolver a situação.
“Tem que haver uma solução. O que não podemos é esperar ainda mais para utilizar o estádio. Mesmo que paliativo, temos que saber o que pode ser feito para liberação do local e quais são os responsáveis por esta situação, independente de partido. Até agora, a administração não disse que fará para liberar estádio”, afirma Moacyr.
No ano passado, Vinícius chegou a fazer indicação pedindo auditoria na documentação referente à reforma do estádio. O vereador também conquistou recurso de R$ 200 mil com deputado estadual Carlos Sampaio, mas não foi liberado até o momento.
“Aproximadamente 40% da população já utilizou o estádio e agora ele está tomado por mato. Se a prefeitura não possui condições de fazer todas as obras necessárias, que pelo menos libere o campo de futebol para escolinhas”, disse Moacyr, na sessão de segunda-feira (5).
Além de Vinícius e Moacyr, outros vereadores também contestaram a situação do local. Antônio Carlos Rios (PSD) citou exemplo de Rancharia (SP), onde a prefeitura gastou aproximadamente R$ 50 mil para reforma do estádio, ao contrário de Lucélia que foram dois convênios – um de 2008, do Ministério de Esporte, de R$ 109.100,08, e outro em 2009, celebrado com a Secretaria de Estado de Economia e Planejamento, atual Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional, no valor de R$ 150 mil, ambos para reforma e ampliação.
“É triste, para quem gosta do esporte, ver o estádio abandonado. O local está pior que estava antes da reforma. O que foi gasto dava para construir um estádio novo. Não sei qual medida deve ser tomada, mas uma decisão tem que ser buscada para solução deste problema. É um absurdo”, afirma Rios.
Os vereadores Ângela Iura (PV), Valdecir Pereira da Silva (PSDB) e Julio José Moreno (PSDB) também pediram uma investigação por parte da prefeitura sobre as responsabilidades da atual situação do espaço esportivo.
PREFEITURA – A administração municipal informou que a empresa vencedora dos dois certames licitatórios foi a empresa OSV Construtora Ltda EPP, de Piacatu. Segundo a prefeitura, a Caixa Econômica Federal, responsável pelo repasse financeiro do Ministério do Turismo à empresa contratada, solicitou o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) para que fosse finalizado o projeto e efetuado o último pagamento, o que deveria constar até a finalização da obra.
Em agosto de 2010, a prefeitura emitiu uma declaração informando que estava providenciando o Projeto de combate contra incêndio, para encaminhamento ao Corpo de Bombeiros e aprovação do mesmo, e aguardava a vistoria, para liberar o alvará de funcionamento.
Fato que não ocorreu, pois para emissão do AVCB, são necessárias adequações e até mesmo reparos de obras recém realizadas e que venham enquadrar o local nas normas estabelecidas pela Corporação e pelo Estatuto do Torcedor.
“Hoje, essas adequações estão orçadas em torno de R$ 200 mil e infelizmente a administração municipal não tem como finalizar este projeto com recursos próprios.
Não medindo esforços, na ânsia para que este impasse seja resolvido, a administração tem um projeto já elaborado e busca recursos por meio de emendas parlamentares o que tem sido dificultado devido ao convênio em aberto junto à Caixa Econômica Federal e que seja destinado para o mesmo objeto/obra”, informa a prefeitura, por meio de nota.
Fonte: João Vinícius – Do Gi NotíciasVoltar para Home de Notícias
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