Pendências apontadas pelo Estado impedem construção de casas populares em Adamantina
Nossa Lucélia - 13.05.2014
ADAMANTINA - Extratos que teriam sido encaminhados pela Secretaria da Habitação do Estado de São Paulo e foram apresentados na Câmara Municipal, na sessão ordinária realizada na noite de segunda-feira (5), revelam supostas falhas, até primárias de certa forma, cometidas pelas administrações Ivo Santos (atual) e Kiko Micheloni (anterior) que teriam impedido a construção ou pelo menos o início das obras de quase 300 casas populares em Adamantina nos últimos três anos.
O fato foi levantado pelo vereador Luiz Carlos Galvão (PSDB), o autor quem declarou ter solicitado e recebido as informações que inclusive foram distribuídas por ele no plenário, tanto aos companheiros de Legislativo quanto à imprensa local. Os “documentos” trazem basicamente o andamento dos processos de viabilização das moradias que seriam implantadas no município.
A suposta falha mais recente diz respeito a 200 casas que teriam sido autorizadas em 14 de abril de 2014, porém consta no extrato que não foi apresentado terreno por parte da atual gestão. “Observação: Sem indicação de área em 02/08/2013; A CDHU encaminhou OF 219/13 de 5/8/13 solicita à PM (Prefeitura Municipal) indicação de terreno para 200 unidades”, repetiu o vereador, lendo trecho do impresso.
Já referente à administração passada foi apontada a seguinte falta: autorizadas 21 unidades no dia 29 de abril de 2011 em complementação ao conjunto Adamantina L (hoje Jardim bandeirantes) para construção na rua Saldanha Marinho, entre o Parque Itamarati e o Distrito Industrial “Valentim Gatti”, que teve indicação da área e ficou em análise. “Porém, havia pendência em 12/03/2012; A CDHU encaminhou OF 99/12 solicita a PM a matrícula com registro do Loteamento 'Murilo Jacoud' (necessária revalidação da aprovação no Grapohab para posterior registro do loteamento), bem como cópia do projeto aprovado/revalidado no Grapohab e complementação das sondagens (PM encaminhou em junho/11 sondagens insuficientes que não permitem a avaliação do terreno – em 13/09/11 o Sr. Reinaldo Turra da PM foi orientado das complementações, informações sobre demanda e capacidade de equipamentos públicos”, acrescentou Galvão.
De responsabilidade das duas últimas gestões, em conjunto, existe apontamentos quando teriam sido autorizadas 39 unidades no dia 29 de abril de 2011 também em complementação ao conjunto Adamantina L, essas, no entanto, no final da rua Santa Catarina, que da mesma forma teve indicado e analisado o terreno, mas registrou-se pendência desde 28/03/2014, com relação a revistoria da área, considerando o envio de novo Parecer de Viabilidade Técnica, Sabesp pela Prefeitura. “Após, será reiterado o of. 099/12 ainda não respondido pela PM referente a matrícula atualizada, informações sobre previsão de continuidade de execução do projeto de canalização do córrego Tocantins [...]”, destacou o tucano.
Todos os apontamentos foram acompanhados com atenção pelos demais vereadores e também pela presidência da Câmara Municipal.
Fonte: Folha RegionalVoltar para Home de Notícias
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