Algodão já foi denominado de "ouro branco"
Nossa Lucélia - 13.05.2014


A cultura do algodão que teve seu ápice na década de 50 na microrregião de Adamantina, a partir da década de 80 o produto passou por períodos de crise

REGIÃO - No sistema de cultivo predominava o familiar, muito plantado por arrendatários, sem a ocorrência da mecanização e sem utilização de muitos insumos.

O algodoeiro plantado em nossa região trata-se do algodão herbáceo de cultivo anual, é uma planta que tem um das utilizações mais completas e da qual se obtém variados produtos de utilidade. Ela é considerada a mais importante das fibras têxteis, representando mais de 40% da vestimenta da humanidade.

Em 1983 surgiu a praga “bicudo do algodoeiro” aliado a importação de grandes volumes de algodão, assim se instalou definitivamente a crise algodoeira. Na época da cultura funcionava na microrregião a SANBRA-Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro, Cooperativa Agrícola de Cotia, Cooperativa Sul Brasil e outras empresas, que adquiriam o algodão dos produtores, passava para o processo de beneficiamento, empregando centenas de trabalhadores. Na fase da colheita que era toda manual utilizava-se muita mão de obra de pessoas residentes nas zonas rural e urbana.

Durante o ano de 1950 nos municípios da área da Agência do IBGE de Adamantina e que já estavam instalados: Adamantina, Flórida Paulista, Lucélia, Osvaldo Cruz e Pacaembu, foram cultivados 37.483 hectares de algodão, com uma produção de 27.071 toneladas.

No ano de 2013, o único município que produziu foi Flórida Paulista, numa área de 30 hectares, produzindo 54 toneladas.

Fonte: João Carlos Rodrigues _ Chefe da Agência IBGE Adamantina

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