Mato toma conta de casas da CDHU com obras paradas há mais de um ano
Nossa Lucélia - 23.04.2014


A construção de 225 moradias em Irapuru deveriam ter começado em junho de 2008, mas foram iniciadas somente em 2012. Porém, no mesmo ano, as obras foram paralisadas

IRAPURU - Na região de Presidente Prudente, moradores de vários municípios aguardam a entrega de casas pertencentes aos conjuntos habitacionais de responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), órgão vinculado a Secretaria da Habitação do Governo do Estado.

A situação tem trazido prejuízo aos contemplados pelos imóveis, que estão tendo que pagar aluguel, enquanto as obras estão paralisadas. Entretanto, em alguns casos, questões burocráticas dificultaram a finalização e, consequentemente, a entrega dos imóveis.

É o caso de Irapuru, onde a construção de 225 casas previstas para começar em junho de 2008 foi sendo protelada e acabaram sendo iniciadas no começo de 2012, porém no final do mesmo ano as obras foram paralisadas pela empresa que havia sido contratada pela Prefeitura.

Nossa reportagem esteve visitando o local a pedido de moradores das proximidades e confirmou a situação de abandono do local, que está sendo totalmente tomado pelo mato.

Algumas casas estão prontas para receber a cobertura, e outras apenas levantadas as paredes, porém a grande maioria está apenas como os “radies” prontos e outras sequer começaram - de acordo com as informações.

A reportagem obteve a notícia de que o prefeito Silvio Ushijima tem buscado através de várias audiências viabilizar a continuidade da obra que está paralisada e causando revolta em pessoas que esperam por uma residência.

Conforme informações da CDHU, o órgão aprovou a rescisão do convênio com a Prefeitura de Irapuru no final de 2013 e agora prepara a contratação de uma empresa para reiniciar a obra “em breve”.

Enquanto isso não ocorre as moradias ficam tomadas pelo mato sendo um criador de insetos e outros animais, mostrando sinal de abandono do poder público. “É assim mesmo o governo do Estado: quando é penitenciária ele faz rápido e quando é casa para pobre, fica assim abandonada”, afirmou um senhor que passava pelo local e que mora nas proximidades do futuro conjunto habitacional.


Fonte: Da Folha Regional

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