Greve dos funcionários da Fundação Casa, em Irapuru, entra no sexto dia
Nossa Lucélia - 16.04.2014


De acordo com sindicato, não houve nenhuma negociação com o Estado. Servidores reivindicam aumento salarial e mudança de escala de trabalho

IRAPURU - Aproximadamente 120 funcionários das duas unidades da Fundação Casa de Irapuru entram no sexto dia de greve nesta terça-feira (15). Eles correspondem a 30% dos servidores estaduais da unidade, localizada na bairro Patury, o que respeita determinações da Justiça. Até esta data, de acordo com o diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e a Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa), Eguinaldo Rodrigues de Oliveira, não houve nenhuma negociação com o governo.

“Tanto aqueles que trabalham no setor técnico quanto no pedagógico participam da paralisação. São mantidos os serviços fundamentais, como alimentação, atendimentos de saúde e manutenção dos locais. Vamos aguardar uma resposta oficial do Estado para discutir o retorno às atividades”, afirma o presidente.

Entre as reivindicações estão o aumento salarial, um plano de carreira, a mudança da escola de trabalho para uma escala de 24 por 72 horas, melhores condições de trabalho e o acréscimo nos valores do vale-alimentação e vale-refeição. Ainda conforme o diretor regional, 70% das unidades no Estado de São Paulo integram a greve, o que corresponde a 148 unidades.

A paralisação dos funcionários teve início na última quinta-feira (10). O Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente de Irapuru tem capacidade para abrigar 112 adolescentes em internação provisória e 16 em internação permanente, conforme a Fundação Casa.

Uma manifestação foi realizada na sexta-feira (11) no local, em que os trabalhadores utilizaram faixas com os dizeres “Greve Geral” e se agruparam na entrada da fundação. O ato teve caráter pacífico. “Muitos aderiram. Aqueles que estão de folga também participam do protesto vindo até a frente das unidades para dar apoio aos colegas de trabalho”, ressalta Oliveira.

Em 2014, ainda segundo a Fundação Casa, foram apresentadas as seguintes propostas: reajuste salarial pelo índice de preços ao consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC/Fipe) de 3,97%, para todos os empregados; reposicionamento por ajuste de curva, de 2,20% para todos os empregados; equiparação salarial dos agentes educacionais com os analistas técnicos; reajuste de 7,10% no vale refeição, que passará a ser de R$ 14 por dia, totalizando R$ 350 por mês; reajuste de 6,26% no vale alimentação que passará a ser de R$ 105,94 por mês.

Em nota encaminhada ao G1 na tarde desta terça-feira, a Fundação Casa afirma que "o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) marcou para o dia 23 de abril, às 13h30, o julgamento da greve dos funcionários da instituição, em dissídio coletivo".

Ainda em posicionamento oficial, o órgão declarou que em assembleia nesta terça-feira (15 de abril), em São Paulo, os funcionários decidiram continuar a paralisação. "Com a medida, continua em vigor a última decisão do TRT que determinou que 70% dos agentes de apoio socioeducativo e 50% dos servidores de todas as outras áreas (psicossocial, pedagogia, entre outros), em cada um dos 148 centros socioeducativos do Estado de São Paulo devessem permanecer em atividade em cada horário do plantão".

Fonte: Vinícius Pacheco _ Do G1 Presidente Prudente



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