Sem decisão, comitê entregará reformulação do Samu ao MPF
Nossa Lucélia - 25.03.2014


Novo projeto deve reduzir número de médicos na Nova Alta Paulista. Prazo para entrega termina no dia 30 de março

REGIÃO - Na última semana antes do término do prazo estipulado pelo Ministério Público Federal (MPF) para apresentarem uma definição sobre a instalação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a comissão que discute o plano regional de instalação afirma que não terá como entregar uma definição sobre o assunto nos próximos dias. Apenas um relatório com a reformulação do projeto, que busca um barateamento de custos, será encaminhado à promotoria.

Conforme o secretário de saúde de Adamantina e presidente da comissão, Jorge Yochinobu Shihara, ainda não foi possível marcar uma reunião com o Ministério da Saúde para apresentar a reformulação. “Aguardamos um retorno do órgão federal para conseguir determinar se esta nova versão será aceita ou não”, diz. O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do ministério, porém ainda não havia posicionamento sobre o assunto.

O novo projeto de implantação do Samu propõe utilizar um central telefônica, local que recebe as chamadas e as encaminha para a unidade correspondente à gravidade do caso ou à proximidade com a vítima, já instalada em cidades do interior, e assim não ter que construir uma em algum dos 18 municípios englobados pelo plano. Esta mudança já garante uma redução de R$ 150 mil.

Outra alternativa apresentada é reduzir o número de unidades avançadas, ou seja, as ambulâncias que possuem um médico plantonista. Dos dois veículos sugeridos inicialmente, permaneceria apenas um no projeto reformulado. “Conseguiríamos economizar mais R$ 150 mil com esta medida. As outras cidades permaneceriam com a unidade básica, que se desloca apenas com o motorista e o enfermeiro”, comenta o presidente do comitê.

A reformulação faria com que o custo da instalação do Samu na Nova Alta Paulista chegasse a R$ 0,50, enquanto no projeto inicial este valor chegaria a R$ 1,07. “A maioria das cidades não tem condições de bancar o serviço nas condições iniciais”, afirma Shihara.

Ainda segundo o presidente do comitê, uma possível devolução das ambulâncias já entregues nas cidades de Osvaldo Cruz, Adamantina, Pacaembu, Lucélia e Tupã, não seria vista como um problema. “Encaro como uma coisa normal. Eles podem remanejar os veículos para outros lugares, onde tudo já está funcionando direito. Posteriormente, nós podemos fazer uma nova requisição”, declara.


Fonte: Vinícius Pacheco _ Do G1 Presidente Prudente



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