Falta de chuva prejudica produção; alface e tomate têm alta no preço em Lucélia
Nossa Lucélia - 15.03.2014


O tomate é um produto que sofre oscilações no preço durante todo o ano

LUCÉLIA - A salada do luceliense está mais cara. Isso é devido alta nos preços do tomate e alface, que são prejudicados pelo tempo seco. Enquanto algumas regiões o execesso de chuva é causa da queda na produção, a falta dela afeta a colheita na região.

O tomate é um produto que sofre oscilações no preço durante todo o ano. Em janeiro, por exemplo, o fruto poderia ser encontrado por até R$ 2 o quilo. Atualmente, a média do preço do tomate encontrado em Lucélia é R$ 5,50, mas já foi vendido na semana passada há R$ 7. O maço alface com três pés pequenos é comercializado R$ 5, enquanto em outras épocas foi vendido há R$ 3, o grande.

A agricultora Maria Santina Fazan Carrara explica que o clima está poluído com bactérias e fungos que atacam somente a produção do tomate e do alface. “Tentamos utilizar defensivos agrícolas, mudar a forma de plantação, mas não houve resultado. Nesta semana, tivemos que arrancar todos os pés de tomate, causando prejuízo de 100%. Já de alface, a cada mil pés plantados, somente 100 são aproveitados”.

Ela afirma que o problema ocorre com a maioria das plantações na região. “Como a produção é menor, a tendência é que o preço aumente. Mesmo com essa alta, não é rentável a produção, já que o custo é elevado”.

Os comerciantes afirmam que também ficam com prejuízo devido a essa instabilidade de preços e a diminuição de oferta do produto. Para Taiji Techima, sempre nesta época do ano o preço aumenta devido ao clima. “Algumas vezes, o que prejudica é a falta de chuva. Outras, o excesso”.

Segundo ele, a expectativa é que o preço comece a diminuir já nas próximas semanas. Para a agricultora, se não houver uma incidênia de chuva maior, a situação pode piorar. “O que temos são chuvas passageiras e em seguida, o calor predomina. Em mais de 20 anos no ramo, nunca pensei em desistir, mas a atual condição está complicada para os agricultores”, relata.

O aumento no preço também prejudica as vendas. “O consumidor reclama muito e diminui a quantidade devido ao preço. Quem comprava dois quilos compra meio quilo, mas o preço já começou baixar”, diz o comerciante.

Apesar de o custo nas gôndolas não chegar perto do pico de 2013 quando o preço do produto chegou a R$ 10, a dona de casa Maria Aparecida Ferreira, mantém as estratégias praticadas pelo consumidor para driblar o reajuste. “Pesquisar os preços é a melhor forma de economizar. Outra dica é trocar a variedade do tomate normal pelo cereja, que possui preço mais em conta”.


Fonte: João Vinicius _ Do GI Notícias



Voltar para Home de Notícias



Copyright 2000 / 2014 - All rights reserved.
Contact: Amaury Teixeira Powered by www.nossalucelia.com.br
Lucélia - A Capital da Amizade
O primeiro município da Nova Alta Paulista