Família busca na Justiça solução para buraco ao lado de casa
Nossa Lucélia - 14.03.2014


Erosão tem cerca de seis metros e pode aumentar devido às chuvas. Proprietário de terreno diz que recorreu da decisão e nada mudará

LUCÉLIA - Uma família de Lucélia recorreu à Justiça para tentar solucionar um problema com o qual convive há cerca de cinco anos: um buraco ao lado de sua residência. A erosão já levou parte da casa. Segundo os moradores, tudo começou após uma limpeza realizada pela prefeitura.

A aposentada Maria Lucia Lima Dias conta que foi com muita dificuldade que conseguiram adquirir o imóvel. “Nós compramos essa casa para ela ficar destruída desse jeito? Eu não tenho mais gosto, só fico doente. É a maior tristeza do meu coração”, desabafou.

O marido da aposentada, Silvino Manoel Dias, diz que o vizinho retirou terra da propriedade para deixar nivelar a casa com o auxílio de um caminhão da prefeitura e, com isso, a erosão que se formou alcançou cerca de seis metros de altura.

Na casa existem várias rachaduras. A família chegou a fazer reparos em algumas delas para tentar reduzi-las. Do lado de fora, com a ajuda de uma escora, a varanda permanece em pé, porém, a estrutura pode desabar a qualquer momento. O medo do casal é de que o buraco aumente e atinja o quarto de seu filho.

“Não durmo em dias de chuva de jeito nenhum. Estou sofrendo muito. As consultas com o psicológico não estão mais me ajudando”, relatou a mulher.

Em dezembro de 2012, o casal buscou na Justiça uma solução. O juiz determinou em primeira instância que o dono do terreno e a prefeitura realizassem obras de infraestrutura para recompor a terra extraída, além de apresentar um laudo emitido por um engenheiro civil que ateste a segurança do imóvel, mas até agora nada foi feito.

O proprietário do terreno, Ramão Agripino Camposan, disse que recorreu a sentença. “Já que eles entraram na Justiça, eu recorri. Vou recorrer quantas vezes forem preciso”, disse em entrevista ao SPTV 1ª Edição.

O representante da Defesa Civil do município, Acácio Rocha, disse que só é possível tomar uma solução definitiva após a decisão judicial. “É uma área privada, particular e o Poder Público não pode entrar e fazer benefícios exclusivos a uma pessoa ou a uma família”, explicou.


Fonte: Do G1 Presidente Prudente



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