Agentes penitenciários aderem à greve na região
Nossa Lucélia - 10.03.2014
Paralisação atinge Osvaldo Cruz, Pracinha, Flórida Paulista, Pacaembu, Dracena e Junqueirópolis
REGIÃO - Agentes penitenciários de seis unidades da Nova Alta Paulista aderiram a grave da categoria na manhã desta segunda-feira (10). No Estado, 71 das 158 penitenciárias estão com as atividades suspensas. As unidades paralisadas na região são de Osvaldo Cruz, Pracinha, Flórida Paulista, Pacaembu, Dracena e Junqueirópolis.
Representante do Sindasp (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo) em Flórida Paulista, explica que a paralisação ocorre por tempo indeterminado, mas que nesta terça-feira (11), deverá haver uma negociação do governo com os sindicalistas. “Reivindicamos diversos benefícios, entre eles, bônus para os profissionais, correção do auxílio-alimentação, fim do teto base, convocação remunerada durante a realização de blitz, redução das classes de carreira e bico legalizado. Buscamos somente melhores condições de trabalho”.
Outras reivindicações são o fim da superlotação nos presídios e mais segurança no trabalho. Segundo o Sindasp, somente na unidade de Flórida Paulista existe 1063 detentos acima da capacidade. Enquanto isso, a penitenciária está com 40 agentes a menos - se o limite fosse respeitado. “Precisamos de 165 profissionais para 768 presos. Atualmente, a unidade está com 125 agentes para 1831 detentos. É um absurdo. E está situação se repete em praticamente todo sistema”.
O Sindicato alerta também sobre a condição dos presos, já que a capacidade das celas seria para abrigar 12 detentos, mas está com 34 em Flórida. “Trabalhamos em alerta, principalmente depois da notícia que haveria fuga em massa nas unidades da região. Trabalhamos com medo, e o Estado não dá suporte aos agentes”.
A categoria exige recomposição salarial de 20,6%, aumento real de 5% e redução de oito para seis no número de classes de agentes para facilitar a ascensão na carreira.
A expectativa do sindicato é que haja adesão dos agentes de 80% das penitenciárias do Estado. O Sindasp afirmou que será respeitado o percentual mínimo de 30% agentes trabalhando.
Fonte: João Vinícius _ Do Grupo Impacto
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