Banda Marcial de Lucélia está sem maestro e pais ameaçam retirar filhos do projeto
Nossa Lucélia - 10.02.2014


O maestro Willian Santos Pereira, que há nove anos comandava a banda, não teve o contrato renovado

LUCÉLIA - Uma reunião na terça-feira (4) definiu o futuro da Banda Marcial de Lucélia. O maestro Willian Santos Pereira, que há nove anos comandava a banda, não teve o contrato renovado. A reunião contou com a participação do prefeito Osvaldo Alves Saldanha, do secretário de Desenvolvimento Acácio Rocha, do diretor de Cultura Fernando Putinatti, de seis vereadores e de pais de integrantes da banda.

Segundo a vereadora Ângela Iura, o trabalho desenvolvido pelo maestro durante este período foi satisfatório, ganhando diversos prêmios pelo Estado. No ano passado a Banda Marcial de Lucélia ficou entre as melhores de São Paulo.

“As justificativas colocadas não são condizentes com o trabalho desenvolvido pelo Willian. Como podem falar que o maestro não possui capacidade técnica? Que o maestro não atende às exigências que o cargo necessita? E o mesmo prefeito que afirma isso, nunca apareceu nos três anos que fiquei à frente da Diretoria de Cultura em nenhum evento cívico ou qualquer outra atividade que teve a participação da banda, isso porque era vereador na época. Como pode avaliar algo que nunca viu?”, contesta a vereadora.

Willian assumiu a banda no início do mandato do ex-prefeito João Pedro Morandi, após faltas constantes do maestro anterior, de quem foi aluno. “Os pais e os integrantes da banda estão satisfeito com os resultados e com Willian. Falam que irão abrir licitação pública, mas pelas explicações me parece que já existe uma pessoa definida para o cargo”.

Procurada pelo IMPACTO, a Prefeitura de Lucélia se pronunciou dizendo que a renovação não ocorreu já que “o maestro era um prestador de serviço (empresa, pessoa jurídica), contratada por meio de licitação pública, em maio de 2009. O contrato sofreu sucessivas prorrogações até atingir o limite de 56 meses de vigência. Esse período venceu em dezembro passado, não cabendo, nos termos da lei, qualquer possibilidade de renovação”.

Sobre a questão de que a saída do maestro seria motivado por “represália”, a assessoria de imprensa da prefeitura informa que “a administração não se pauta, nem atua a partir de conversas informais – muitas das quais infundadas e maldosas –, fuxicos e boataria, o que, infelizmente, é uma prática comum entre aqueles que buscam motivos fantasiosos com o objetivo de especular, denegrir e ganhar espaço. Houve uma decisão pautada pelo limite legal do contrato. E sobretudo, em razão dos novos projetos sinalizados  para a área musical da cidade, que não se limitará, a partir deste ano de 2014, à Banda Marcial. Há uma importante ação que será desencadeada, e que vai promover uma transformação na perspectiva musical de crianças, jovens, adultos e idosos, que irão protagonizar esse novo modelo.

Um primeiro passo já foi dado, com investimentos de R$ 200 mil oriundos do deputado estadual Cauê Macris, para instrumentos e uniformes da Banda Marcial, anunciados semana passada”.

A administração afirma ainda que o maestro é um elemento importante na Banda. “Porém, quem faz a banda não é só ele: são também de seus músicos, as crianças. E cada um teve seu papel em todas as apresentações dentro e fora da cidade, ensaios e outras conquistas. O mérito é de todos os participantes da Banda, pais e colaboradores, e não pode ser atribuído, isoladamente, a um só. É importante destacar que em 2013 a atual administração deu todas as condições para as ações da Banda Marcial, e a participação da mesma em concurso, no final do ano, foi custeada pela Prefeitura, onde todos receberam transporte com segurança e alimentação digna. No ano passado também foram feitos investimentos emergenciais em uniformes, para garantir a beleza da Banda Marcial em suas apresentações”.

E os pais que ameaçam retirar seus filhos da Banda Marcial, a prefeitura classifica a atitude como irresponsável e precipitada. “É uma oportunidade das crianças continuarem e avançarem mais, sobretudo no novo projeto, cujos pais serão convidados a conhecer nos próximos dias, em uma ampla reunião de lançamento desse projeto. Ninguém tem o direito de tirar a oportunidade de uma criança progredir na música, naquilo que ela se identifica. O poder público, por meio da Prefeitura e da Diretoria Municipal de Cultura, vai fazer o seu papel e dar todas as condições para a consolidação das ações em música nesta cidade, e cabe aos pais estimular seus filhos, e não tirá-los como forma de retaliação ou revanchismo, ou por motivações pessoais daqueles que se recusam a entender e interpretar os novos desafios que estamos lançando para a área musical de Lucélia”.


Fonte: João Vinicius _ Do GI Notícias



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