Luceliense acusa vice-prefeito de ameaça e importunação ofensiva ao pudor
Nossa Lucélia - 25.01.2014


Segundo ela o fato teria acontecido no final do ano passado em um bar de Adamantina

LUCÉLIA - O vice-prefeito de Lucélia, Alexandre Gonçalves, é acusado de ameaça e importunação ofensiva ao pudor pela luceliense Meirielly Poli (foto). Segundo ela, o fato teria acontecido no final do ano passado em um bar de Adamantina.

A vítima informou à polícia que estava conversando com amigos próximo a saída de emergência do estabelecimento, quando percebeu que o acusado estava tirando fotos com o celular das partes íntimas de várias moças que estavam no local, inclusive de uma amiga. “Saímos de perto dele e fomos para outro espaço, quando levo um susto. O Alexandre, que até aquele momento eu não sabia que era vice-prefeito da minha cidade, colocou o celular no meio das minhas pernas para tirar foto, de baixo da minha saia”.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a vítima repreendeu o acusado, dizendo que era para apagar a foto. Minutos depois, Gonçalves teria voltado a fazer o mesmo ato, só que desta vez filmando e, quando Meirielly percebeu, ele ergueu o celular e começou a filmar a reação da luceliense.

“A vítima, nervosa, pediu novamente que o mesmo parasse, e que também apagasse o que havia filmado. Gonçalves disse que tinha apagado e colocou o celular na altura do rosto de Meirielly, para ela ver que não havia mais filmagens no aparelho. Se sentido incomodada com a situação, a vítima pegou o celular e jogou no chão. O acusado disse que iria arrebentar ela e partiu para cima, sendo contido pelos seguranças do estabelecimento e amigos da vítima”, consta no boletim de ocorrência.

Em seguida, Meirielly explica que o vice-prefeito foi retirado do local e que o proprietário do bar informou que não havia fotos no celular. “Mas, não sei como, o Alexandre entrou de novo no local e os seguranças logo cercaram ele, mas apesar de estar longe com as minhas amigas, precebi que o Alexandre gesticulava em tom de ameaça . Nesse momento, um amigo perguntou o que estava acontecendo e foi tirar satisfações com ele, começando uma nova discussão. Todos saíram do estabelecimento e começou uma briga generalizada no meio da rua, sendo todos dispersados pela Polícia Militar com spray de pimenta”.

Além de Meirielly, seu amigo Leandro Nakaharada também abriu boletim de ocorrência contra o vice-prefeito, mas por agressão. “Depois que colocaram o Alexandre da primeira vez para fora, achei que estivesse tudo resolvido. Falei que iria embora sem receio algum. Mas, meu amigo disse que me acompanharia até o carro que estava há quatro quadras acima do estabelecimento. A casa da esposa do meu amigo ficava na quadra de baixo, disse que não precisava me acompanhar, mas insistiu. Ele ficou me esperando na esquina até eu entrar no carro. Quando entrei, meu amigo gritou “volta aqui Naka”. Voltei até eles, que falaram para ficar um tempo lá, já que o Alexandre e os amigos dele estavam me procurando”.

Em seguida, o carro em que estava o vice-prefeito parou em frente à residência que estava Nakaharada, quando começou uma nova briga. “A polícia chegou em seguida e disse para registrar o boletim de ocorrência, passando por corpo de delito na Santa Casa de Adamantina”.

Sobre a briga com o vice-prefeito, as vítimas se dizem decepcionadas com a atitude, ainda mais se tratando de uma figura pública. “Também fiquei sabendo que ele era vice-prefeito depois do ocorrido. Fiquei desapontado com o povo que o colocou naquela posição. Não sei se é verdade, mas me disseram que ele já foi presidente da OAB de Lucélia. Ele não merece ocupar um cargo tão importante. Nem preciso dizer o quão ridículo, nojento e covarde ele foi. Acho que falta um pouco de discernimento”, disse Nakaharada, que não deu prosseguimento ao processo, já que não teve nenhuma lesão grave.

Já Meirielly, prestou novo depoimento há duas semanas e, segundo ela, o delegado informou que notificaria o vice-prefeito para prestar esclarecimento e encaminharia a ação para o Fórum, que ouviria as testemunhas do caso. Existe a possibilidade de Meirielly entrar, nas próximas semanas, com ofício na Câmara informando sobre o fato. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Lucélia disse que não se pronunciaria sobre o fato, já que se trata de uma questão particular do vice-prefeito. Procurado, Gonçalves não foi encontrado para comentar o caso.


Fonte: João Vinícius _ Do Gi Notícias



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