Alvo de críticas, secretário Osvaldo José explica medidas na Educação
Nossa Lucélia - 16.12.2013


Entre as críticas feitas a atual gestão da Secretaria de Educação pelo abaixo-assinado

LUCÉLIA - O secretário Osvaldo José explicou as mudanças feitas neste primeiro ano a frente da Secretaria de Educação, que foram responsáveis por se tornar o principal alvo das críticas de parte da população e do Legislativo luceliense.

Exemplo destas críticas foi abaixo-assinado que contou com adesão de aproximadamente 500 pessoas que foi protocolado na semana passada no Ministério Público. “Todos os pais que vieram conversar conosco, tirar as dúvidas, pedir esclarecimentos, foram atendidos e saíram satisfeitos. Mas, tem um grupo que é ligado ao PT e, consequentemente, a gestão anterior, quer tumultuar. Enquanto trabalhamos para uma educação mais igualitária, para todos, têm eles que pensam somente nos motivos particulares”.

Entre as críticas feitas a atual gestão da Secretaria de Educação pelo abaixo-assinado, estão mudanças nos horários da Emef Carlos Bueno, determinação das escolas em que cada um deve estudar e a falta de diálogo. Assim, o secretário esclarece os pontos que foram motivos do abaixo-assinado.

MUDANÇAS NA CARLOS BUENO – Uma deliberação de 2008 do Conselho Municipal de Educação institui a Emef profº Carlos Bueno em período integral. Desde então, os alunos têm 8h de aulas diariamente – das 7h30 às 16h30.

No próximo ano, a instituição passará a ser período parcial, o que gerou contestação de alguns pais. Mas, segundo o secretário da Educação, a medida foi definida pelos membros do próprio Conselho, que é formado por pais, funcionários da Educação e professores.
“Recebemos muitas reclamações de pais que os alunos não estavam mais aguentando estudar em período integral. Outro problema é que a instituição não cumpria as diretrizes determinadas pelo próprio Conselho quando institui o período integral. Exemplo disso é que determinava atividades extracurriculares, mas não havia. Por isso, decidimos levar ao Conselho todas as justificativas para que a escola deixasse de ser período integral”, explica.

Outro ponto contestado pelo secretário é que a Deliberação que determina o horário integral “discriminava os alunos”. Segundo o documento, só poderiam estudar na Carlos Buenos estudantes que haviam sido “retidos” (reprovados) nos anos anteriores, além de participar do programa AABB Comunidade.

O secretário disse que, se houvesse a mudança no período, no próximo ano não haveria alunos na Carlos Bueno. “Devido ao grande período na instituição, muitos pais reclamavam no baixo rendimento dos seus filhos e diziam que, se não houve a mudança, não matricularia mais as crianças na escola. Por isso, pedimos a mudança, sendo aprovado por 11 a um pelo Conselho”.

ESCOLHA DOS PERÍODOS – Outra contestação dos pais é em relação qual o horário que os filhos devem estudar, como a mãe Alice Aparecida de Aguiar Oliveira, que reclama sobre os novos horários. “Meus filhos estudavam em período integral. Agora, um estudará de manhã e outro a tarde. Como posso ir trabalalhar se tenho eles para cuidar?”, contesta.

Segundo o secretário, a medida é visa oferecer mais igualidade a todos os alunos da rede de ensino municipal. “Antes, quem estudava no período da tarde nunca conseguia vaga de manhã e, vice-versa. Agora, será dois anos no período da tarde e os dois próximo, de manhã”, explica.

A medida, também aprovada pelo Conselho de Educação, determina que o 6º e 7º ano da Emef Profª. Soledade Domingues Iglêsia será no período vespertino e o 8º e 9º, no matutino. “Essa mudança será apenas para os ingressantes. Quem já está matriculado, continuará na mesma escola e período”.

SOLEDADE x FIRPO – Uma determinação de 2007, mas que não estava sendo cumprida e a Secretaria de Educação colocará em prática em 2014 é referente ao aluno estudar próximo a sua casa. Essa medida também causa polêmica, já que afetará muitas famílias, como de Tânia da Silva Alves dos Santos, que deseja que seu filho estude na Soledade, mas devido morar no Parque das Palmeiras, só poderá matriculá-lo na E.E. José Firpo.

O secretário explica que desde 2007 existe essa determinação que foi definido pela Diretoria de Ensino. Segundo o documento, quem mora da avenida Brasil sentido Inúbia Paulista, deverá estudar na escola estadual (Parque Veneza, Jardim América, Vila Dalva, Vila Rancharia, Parque das Palmeiras, Jardim das Flores e Jardim Monte Alto).

Já quem mora da avenida Brasil sentido Adamantina, deverá estudar no Jardim Paulista, Conjunto Habitacional Nosso Teto I, Jardim Nova Lucélia, Residencial Aguapeí, Vila Cayres, Vila Lucelinha, Vila Rennó e zona rural, deverá estudar na escola municipal.

“Mais uma vez, não estamos mudando nada. Só estamos fazendo cumprir o que determina as resoluções e são medidas que visam melhorar o rendimento dos alunos e funcionamento do sistema”.

MATERIAL DIDÁTICO – Item presente no abaixo-assinado protocolado no Ministério Público, os materiais didáticos do nível Maternal II não foi utilizado este ano, segundo a coordenadora pedagógica de projetos Eunice Maria Bandine Toledo, devido as apostilas chegarem apenas no meio do ano letivo – em junho.

“Devido as mudanças adminsitrativas houve atraso na entrega do material didático. Assim, os professores, diretores e coordenadores solicitaram ao secretário que não fossem utilizados neste ano, já que perderia metade do conteúdo. Mas, essa solicitação, não prejudicou os alunos. E sim, muitos educadores relatam a melhora no rendimento, já que além de seguir o conteúdo proposto, eles estão 'livres' para disponibilizar conhecimento e outras atividades de acordo com o rendimento de cada sala”.

Segundo ela, como ainda a maioria dos professores não se manifestaram, no próximo ano será utilizado, desde o início, o material adquirido.

EQUIPAMENTO DIGITAL – Sobre a solicitação de Alice, mãe que pede um equipamento digital para seu filho estudar, já que possui dificuldades, o secretário informa que a resposta foi dada ao Ministério Público sobre tal pedido e que, em breve, terá uma solução.

TRABALHAMOS EM CONJUNTO – Funcionários, professores, diretores, coordenadores e secretário. Todas as medidas, não são tomadas para priviligiar um grupo, como acontecia antigamente, e sim todos os alunos. São atitudes que visam melhorar a educação de Lucélia e já temos resultados. Também estamos abertos a todos que queriam esclarecimentos sobre as medidas, principalmente os pais, que podem ter certeza, não queremos prejudicá-los, nem seus filhos”, finaliza.


Fonte: João Vinícius _ Do GI Notícias



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