Abaixo-assinado pede a saída do secretário da Educação
Nossa Lucélia - 16.12.2013


Críticas à educação estão cada vez mais comuns em Lucélia

LUCÉLIA - Críticas à educação estão cada vez mais comuns em Lucélia. E na semana passada foi protocolado no Ministério Público documento com aproximadamente 500 assinaturas pedindo providências contra as mudanças, que de acordo com o abaixo-assinado, foram propostas de forma “ditatorial” pelo secretário de Educação, Osvaldo José.

Tânia da Silva Alves dos Santos, que tem um filho de 10 anos na escola Maria do Carmo de Menezes Mendonça, procurou o IMPACTO alegando que não pode mais escolher qual a instuituição o filho deverá estudar em 2014 – no 6º ano. Ela afirma que, devido ao bairro onde mora – Parque das Palmeiras, a Secretaria de Educação determinou que seja na E.E. José Firpo e não a Emef profª Soledade Domingues Iglêsia, como gostaria. “Se vivemos em uma democracia, temos o direito de escolha. Na Firpo, além de haver alunos maiores, não há segurança adequada”, explica.

A mãe afirma que, além dela, outros 60 pais querem escolher o local de estudo dos filhos. “Não é uma reivindicação minha, é de todos. O que não podemos é ficar de braços cruzados esperando a boa vontade desses políticos que não pensam na população”.

Antes de procurar o Ministério Público, Tânia e outras mães participaram de reunião com o secretário de Educação, mas que, segundo ela, não deu esclarecimentos adequados sobre as mudanças.

Para Alice Aparecida de Aguiar Oliveira a reivindicação é outra. A mãe, que tem três filhos na rede municipal de ensino, sofre com duas mudanças – um precisa de equipamento digital para estudar e outra reclamação é em relação a mudança do período de estudo da Emef prof. Carlos Bueno, que deixará de ser integral.

“Como posso trabalhar se não há local para deixar meu filho? Tenho um adolescente e sempre preciso viajar para ele se consultar na AACD (Associação de Assistência à Criança com Deficiência), e onde ficará o outro? Eles não oferecem outra alternativa”, diz indignada.

Outro problema é que o filho de 15 anos precisa de notebook para estudar. “Ele possui algumas dificuldades e laudo de uma Terapeuta Ocupacional atestou a necessidade do equipamento. Esse mesmo documento é que a antiga secretária de Educação pedia para disponibilizar o notebook. Agora, o médico atesta, mas a prefeitura não disponibiliza”.

Já Kátia reclama do novos horários das escolas. Segundo ela, os pais não podem mais escolher em qual período seus filhos estudarão, já que novos horários foram determinados pela Educação. “Se meu filho tem dificuldades para acordar e ele terá que estudar cedo, como fica? Ou se o rendimento dele for melhor no período da manhã e tiver que estudar a tarde, será prejudicado?”, contesta.

Outro item que consta no abaixo-assinado é referente a utilização de apostilas pelos alunos do nível Maternal II. Segundo o documento, o material permanece em depósito da Secretaria de Educação, “sem utilização alguma, prejudicando, além do aprendizado das crianças, o erário público, que pagou pelas apostilas sem utilizá-las”.

“Além de pais, a maioria das assinaturas é de funcionários da Educação insatisfeitos com as atitudes de Osvaldo José. Por isso, conversamos com o Promotor de Lucélia para que busque uma solução, sendo que não vemos outra se não a saída do secretário de Educação”, finaliza Tânia.


Fonte: João Vinícius _ Do GI Notícias



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