Paralisação de obra pode ter condenado estrutura de ponte ainda em construção
Nossa Lucélia - 15.12.2013
ADAMANTINA - A Folha Regional foi procurada por proprietários rurais vizinhos da ponte que passa atrás da Usina Reciclagem de Lixo, preocupados com a condição de risco dos pilares de concreto implantados na estrutura que deveria receber a nova ponte metálica sobre o córrego Tocantis, cuja construção foi iniciada na gestão anterior e fica ao lado da modesta passagem de madeira existente hoje. A reportagem visitou o local e confirmou a situação descrita.
De acordo com dados fornecidos pela administração Ivo Santos, a obra estava prevista no contrato firmado em 16 de dezembro de 2010, constante no Processo 110/2010, com valor de R$ 94.458,58. E a Ordem de Início de Serviço acabou sendo emitida em 10 de novembro de 2011, tendo termo aditivo de acréscimo de valor em R$ 23.594,75.
Os usuários chegaram a declarar que o problema poderia ter sido gerado pela falta de parte da sustentação dos pilares, já que viram funcionários da Prefeitura de Adamantina retirando madeiras e ainda alegaram que era para atender outra construção pública.
Procurado pela Folha, o secretário municipal de obras Toninho Tiveron reconheceu que algumas vigas foram retiradas. “Mas é importante deixar claro que foram pouquíssimas. Precisávamos para aproveitá-las em outro serviço emergencial que executávamos em benefício da população. E independente de ter sido retirada poucas madeiras, na verdade, o problema foi causado pela força das chuvas que fez parte do aterro se romper, o que provocou sobrepeso nos pilares”.
Pelo que foi constatado pela reportagem na tarde de segunda-feira (9), o pilar em situação visivelmente mais crítica é o que fica na lateral esquerda da 'futura ponte' (foto). Inclusive a base, próxima da água, já apresenta fragilidade.
“O serviço todo terá que ser refeito, porque nos palanques de sustentação foi utilizado eucalipto sem o devido tratamento”, disse Tiveron.
A atual administração alega que a obra não foi concluída em razão da não destinação da estrutura metálica por parte do Governo de São Paulo. “A estrutura foi danificada, à priori, pelas chuvas registradas no início do ano e não por ação de maquinário. O presente processo foi analisado pelo setor de licitações e, em razão de incoerências detectadas no processo, será encaminhado para análise da Secretaria de Assuntos Jurídicos e emissão de parecer. Os detalhes deste processo serão apurados para que as incoerências sejam sanadas e sejam definidas medidas cabíveis para a conclusão da obra”.
Fonte: Da Folha Regional
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