Acusado de matar bastense é condenado a 12 anos de prisão por comandar esquema de tráfico
Nossa Lucélia - 12.12.2013



BASTOS - O jovem mariliense Maycon Paulino Costa Silva, 20 anos, foi condenado pela Justiça de Marília a 12 anos e seis meses de prisão em regime fechado pela acusação de comandar uma quadrilha responsável pela distribuição de drogas e recolha de dinheiro de traficantes naquela cidade. O rapaz é acusado pela polícia como o autor da execução do bastense Ícaro Magalhães Polidoro, 23 anos, que era empresário em Marília e foi assassinado em setembro do ano passado no interior de uma empresa de transportes e logística no Jóquei Clube, zona sul daquela cidade.

Na decisão proferida pelo juiz Décio Divanir Mazeto, da 3ª Vara Criminal, também foram sentenciados a irmã de Maycon Paulino Costa Silva  e outros dois comparsas no esquema. Na decisão o magistrado fala sobre o conjunto de provas existentes no processo, como as muitas horas de interceptações telefônicas feitas pela Polícia Civil que auxiliaram na identificação de cada um dos réus e também suas respectivas funções.

Maycon Silva teve a pena mais elevada: 12 anos e seis meses. Braço direito dele, José Reinaldo Lopes da Silva, mais conhecido como “Rena”, foi condenado a onze anos e seis meses. Já a irmã dele, Maíra Costa da Silva Ribeiro, e outro comparsa, Leonardo Henrique da Silva Correa, pegaram oito anos cada. O magistrado concedeu apenas a Maíra o direito de recorrer em liberdade. Ele ainda determinou a perda do dinheiro e objetos de valor e dos veículos Audi A3 e Chevrolet Meriva, que eram utilizados pelo grupo, apreendidos na ação policial.

MORTE DO BASTENSE - A execução atribuída a Maycon Paulino Costa Silva aconteceu em setembro do ano passado em uma das travessas do trecho urbano da BR-153 (Rodovia Transbrasiliana). Um homem usando capacete apareceu na porta do estabelecimento perguntando pelo empresário. O bastense Ícaro Magalhães Polidoro foi em direção ao suspeito, que sacou um revólver e efetuou o primeiro disparo.

Ferido, o jovem tentou se abrigar no interior da transportadora. O criminoso, no entanto, o perseguiu e atirou outras vezes, descarregando a sua arma. Ícaro foi baleado no tórax e nas duas mãos e morreu logo após dar entrada no Hospital das Clínicas. Sem balas, o atirador fugiu, montou na garupa de uma moto preta já com um comparsa preparado para pilotar para a fuga.

O crime teve motivações passionais. A pivô do assassinato seria uma ex-namorada de Maycon. Ela mantinha um relacionamento amoroso com o empresário, o que teria despertado o ciúme do jovem. Já em julho desse ano, a Justiça acatou a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o jovem e o indiciou por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima). Caso seja condenado, Maycon pode pegar até 30 anos de prisão em regime fechado.


Fonte: Do Bastos Já - com informações do site: www.diariodemarilia.com.br



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