Somente dois cursos superiores da região atingem conceito máximo do MEC
Nossa Lucélia - 07.12.2013
Resultados do Conceito Preliminar de Curso (CPC) e do Índice Geral de Cursos (IGC), referentes a 2012, foram publicados nesta sexta-feira (6) no Diário Oficial da União
REGIÃO - De um total de 34 cursos de ensino superior da região de Presidente Prudente que tiveram os conceitos preliminares de avaliação divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Ministério da Educação (MEC), somente dois atingiram a nota máxima (5). Tratam-se dos cursos de direito e de tecnologia em marketing, ambos ligados às Faculdades Integradas Antônio Eufrásio de Toledo, de Presidente Prudente.
Entre os 34, 18 cursos tiveram o conceito 3, nove ficaram com a nota 4 e outros cinco registraram o indicador de 2 na avaliação. Houve ainda um curso da região que ficou sem conceito. Este tipo de situação ocorre quando o curso não reúne condições que possam estabelecer o cálculo – por exemplo, casos em que menos de dois alunos concluintes selecionados participam da prova do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).
Confira no arquivo abaixo os conceitos obtidos pelos cursos superiores da região de Presidente Prudente, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo MEC
Das 12 instituições de ensino superior da região que respondem pelos 34 cursos avaliados, nove ficaram com um Índice Geral de Cursos (IGC) equivalente a 3 – Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Faculdade de Lucélia, Faculdade de Presidente Epitácio, Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI), Faculdade de Primavera, Faculdade de Dracena, Faculdade de Presidente Prudente, Faculdade Ranchariense e Faculdade de Tupi Paulista. Duas tiveram o conceito 4 – Faculdades Integradas Antônio Eufrásio de Toledo e Universidade Estadual Paulista (Unesp) – e uma ficou com 2 – Faculdade de Presidente Venceslau.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao MEC, publicou, no Diário Oficial da União desta sexta-feira (6), os dados do Conceito Preliminar de Curso (CPC) e do Índice Geral de Cursos (IGC) das instituições de educação superior referentes ao ano de 2012.
De acordo com os dados do CPC, que avalia o rendimento dos estudantes, a infraestrutura da instituição, a organização didático-pedagógica e o corpo docente, 71,6% dos cursos apresentaram desempenho satisfatório, com os conceitos 3, 4 e 5. Foram avaliados, no país, 8.184 cursos de 1.762 instituições nas áreas de ciências sociais aplicadas e ciências humanas, além dos eixos tecnológicos de gestão e negócios, apoio escolar, hospitalidade e lazer, produção cultural e design. Os cursos representam 38,7% do total de matrículas da educação superior no país.
Os conceitos 4 e 5 foram apresentados na maioria por instituições públicas — 33,7% do total. As particulares somaram 21,5%. Na comparação com os resultados gerais de 2009, houve melhoria significativa em todas as faixas. Os conceitos satisfatórios (3, 4 e 5), que totalizavam 51,5% em 2009, chegaram a 71,6% em 2012 — aumento de 20,1 pontos percentuais. Os conceitos insatisfatórios (1 e 2) caíram para menos da metade — de 27% para 12%. Os cursos sem conceito, que não atenderam critérios mínimos de participação no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), diminuíram de 21,6% para 16,3%.
No CPC, o desempenho dos alunos representa 55% do total, a infraestrutura, 15%, e o corpo docente, 30%. No quesito docentes, a quantidade de mestres pesa 15%; a dedicação integral, 7,5%, e o número de doutores, também 7,5%.
O IGC também apresentou números positivos, segundo o Inep. O cálculo inclui a média ponderada dos conceitos preliminares de curso no triênio de referência (2010 a 2012) e os conceitos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por avaliar os programas de pós-graduação das instituições. Ao todo, foram avaliadas 2.171 instituições.
A maioria (73,4%) obteve conceitos 3, 4 e 5. Na comparação com o período de 2007 a 2009, o avanço chegou a 22,1 pontos percentuais — de 51,3% para 73,4%. Conceitos insatisfatórios caíram de 32,7% para 17,2%. Instituições sem conceito, que representavam 16,1% do total, passaram para 9,6%.
Fonte: Gelson Netto e Heloise Hamada _ Do iFronteira.com
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