Ivo Santos afirma que ainda não é presidente da Amnap
Nossa Lucélia - 28.10.2013
A falta de documentos impossibilita a realização dos trabalhos como presidente da Associação
ADAMANTINA - Eleito em maio presidente da Amnap, o prefeito de Adamantina Ivo Francisco dos Santos Júnior, afirmou em entrevista exclusiva ao IMPACTO que “do ponto de vista formal, é, mas ainda não assumiu a presidência da Amnap”.
Segundo ele, mesmo assumindo oficialmente a Associação no dia 24 de agosto, a falta de documentos impossibilita a realização dos trabalhos, como assinatura de R$ 400 mil de convênio conquistado pela gestão anterior. O prefeito adamantinense explica ainda que faltam assinaturas em duas atas do ano passado e a de agosto, para sua oficialização no cargo. Mas, que este problema deverá ser resolvido ainda esta semana.
Além disso, Ivo Santos fala na entrevista sobre os problemas, soluções, eleições em 2014, entre outros assuntos de relevância regional. Confira.
Porque afirma que ainda não é presidente da Amnap?
Sou e não sou. Houve uma demora na documentação e existem papéis que não chegaram ainda em minhas mãos. Sou presidente da Amnap, mas dependo de uma série de documentação para dar andamento aos trabalhos. Por exemplo, o cartório de Dracena achou que não seria necessária a assinatura de ex-prefeitos que faziam parte da Associação na gestão anterior, mas, na semana passada, chegaram à conclusão deveria ter estas assinaturas.
Oficialmente, assumiu a Amnap em 24 de agosto. Porque ainda não aconteceram reuniões?
Estamos tentando marcar reuniões desde o início, mas sempre existe algum compromisso mais importante. Exemplo disso é que, programávamos um encontro para este sábado (26), mas surgiu a ida do Aécio Neves à Presidente Prudente. Para que não ocorra um esvaziamento, procuramos realizar a reunião em um dia que não haja compromissos políticos dos prefeitos da região. A próxima reunião da Amnap está pré-agendada para o sábado (2) [feriado], que provavelmente será em Irapuru.
Desde a eleição em maio, houve reuniões e discussões com os prefeitos individualmente sobre quais problemas que a Amnap deve trabalhar para solucioná-los?
Já buscamos melhorias para a região, como na área da habitação. Marcamos reunião com os técnicos do 'Minha Casa, Minha Vida', onde vários prefeitos estiveram presentes. Também mantivemos contatos no encontro de prefeitos em Araçatuba. E ainda, trabalhamos na conquistas de kits para os Conselhos Tutelares de seis cidades da região.
Associação é o melhor sistema para Amnap? Ou consórcio, no estilo do Civap (Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema) possui melhor estrutura organizacional?
Para algumas finalidades o consórcio é o mais interessante. Dependendo do setor, podem-se montar consórcios. Esta alternativa não é excluída pela Amnap, inclusive, este assunto também será debatido na próxima reunião. A associação é importante porque agrega os municípios, tem um poder de negociação maior. Mas, a Amnap sempre fomentou está questão dos consórcios intermunicipais, como na saúde, de máquinas, de lixo, de iluminação pública e outros.
A economia é um dos principais problemas da região. Como atrair novas empresas para gerar emprego e renda? E ainda, no próximo ano, muitos trabalhadores ficaram desempregados com a mecanização da cana-de-açúcar. Como enfrentar este problema?
Não temos a fórmula. O que estamos tentando é qualificar a mão-de-obra, para que os trabalhadores possam mudar de emprego, de alternativa e buscar outras possibilidades. Temos que oferecer curso de tratorista, operador de máquinas, fazer parcerias com a Fatec (Faculdade de Tecnologia) e o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Recentemente, estive na inauguração da nova escola do Sesi (Serviço Social da Indústria) em Osvaldo Cruz, para que este trabalho seja ampliado na região. E, está sendo agendado para novembro um encontro no Senai para a implantação de cursos em Adamantina, que beneficiará toda a Nova Alta Paulista.
Muitos prefeitos já reclamavam e continuam reclamando que a Amnap “não serve para nada”. Qual seu parecer sobre está afirmação?
Primeira coisa tem que regularizar esta situação, que está em processo. Depois, deveremos buscar formas para se unir, porque, sozinho, fica difícil o desenvolvimento de cada município. E se estivermos unidos, será mais fácil, teoricamente, conseguir viabilizar recursos. Acredito que, a conquista da abertura da ponte em Paulicéia e a recuperação da SP-294 (rodovia Comandante João Ribeiro de Barros), são exemplos da força da união dos municípios. Muitas cidades reclamam que não há participação, mas também falta uma contrapartida dos prefeitos. Na pauta desta reunião que está sendo agendada, também estão as Diretorias Regionais.
O que seria as Diretorias Regionais?
Funcionariam em Adamantina, Dracena e Tupã, onde representantes destas regiões ficariam encarregados de agendar reuniões, debater problemas e buscar soluções.
Qual o posicionamento da Associação sobre a instalação de novas penitenciárias na região?
No meu ponto de vista é ruim. A maioria das cidades já tem suas penitenciárias, acho um erro à instalação de novas unidades prisionais. Mas, cada município é independente para fazer suas escolhas.
Um dos assuntos mais discutidos em relação às penitenciárias são as contrapartidas. E neste quesito, a região busca melhorias para a saúde, como Hospital Regional. Como a Amnap tem trabalhado este assunto?
A Amnap realizará uma solicitação para a Secretaria de Estado da Saúde para implantação de uma unidade na Nova Alta Paulista. Outra alternativa é melhorar as Santas Casas. De vez centralizar todos os tipos de atendimentos em único espaço e em uma única cidade, montar núcleos especializados espalhados pela região, como, por exemplo, oferecer atendimento oftalmológico em Dracena, outro núcleo de fraturas em Adamantina, ofereceria outro tratamento na Santa Casa de Pacaembu, seria uma alternativa ao Hospital Regional.
A Nova Alta Paulista tem somente um representante na Assembleia Legislativa e, no próximo ano, tem eleições. A Amnap pretende trabalhar este assunto unida, em busca de mais representantes regionais, ou este não é um assunto discutido pela Associação?
Temos que pensar da seguinte forma: Qual deputado ajudou a região? Às vezes temos deputados da região que não ajudaram os municípios, não estou dizendo que é o caso de alguém. Assim, entendo que este representante não terá muitos votos. Enquanto isso, um deputado de outra região oferece um atendimento melhor, disponibiliza mais recursos para as nossas cidades, ganhará mais votos.
Assim, o importante não é ter representante da região e sim, deputados que ajudem a Nova Alta Paulista?
O correto é privilegiar aquelas que ajudem a região. Vamos conscientizar os prefeitos que eles não tragam deputados que só busquem votos. Teoricamente, um representante da região tende a trabalhar mais para o desenvolvimento regional, mas, não necessariamente. Mas, está também é uma decisão, de quem apoiar, que cabe aos prefeitos. O papel da Associação é somente orientar e tentar impedir aqueles que só vêm para a região buscar somente votos.
Algumas cidades estão pensando em deixar a Amnap. Como analisa esta situação?
Oficialmente, nenhum prefeito disse que deixará a Amnap. Mas, se houver interesse, vamos respeitar. Tentaremos mudar a opinião do prefeito, já que nossa intenção é fazer a Associação crescer e se desenvolver junto com os municípios da Nova Alta Paulista. Mas, lamentamos.
Fonte: João Vinícius _ Do GI NotíciasVoltar para Home de Notícias
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