População de Dracena convive com mau cheiro produzido por indústria
Nossa Lucélia - 24.10.2013
Empresa há anos foi instalada no Centro da cidade. Proprietário aguarda um local fora da área urbana para construir nova sede
DRACENA - Moradores de Dracena denunciaram uma indústria de reciclagem que, segundo eles, produz mau cheiro que incomoda as pessoas que vivem nas proximidades. A forma encontrada por eles para fazer a reclamação foi por meio de redes sociais.
Agora, o grupo decidiu sair do mundo virtual e fazer as reclamações formalmente, iniciativa que teve o apoio da população.
"Pessoas estão sofrendo e uma indústria não pode se opor ao desejo da população. Por isso, estou aqui denunciando e indicando que uma empresa dessa não pode ficar no Centro da cidade, mas, sim, em distrito industrial", relata o comerciante Valdir Scordevelli Júnior.
Na Rua Fidelis Paulino de Arruda, que fica no Jardim São Franciso, os moradores se reuniram para reclamar. De acordo com a corretora de imóveis Luciana Castro, o cheiro é insuportável. "Principalmente nos finais de semana e geralmente após as 18h. O fedor entra em nossas casas e fica difícil até de fazer nossas refeições", explica.
Já a analista de sistema Cláudia Regina Fruchi é mãe de um bebê de apenas dois meses e, por isso, está preocupada com a saúde dele.
"Não sei se o cheiro que vem é tóxico, porque é parecido com plástico queimado. Quando ele fica insuportável, eu tranco meu bebê no quarto e ligo o ar condicionado", explicou.
Por causa do barulho e principalmente do mau cheiro causado pelo processamento do plástico reciclado, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) notificou a indústria quatro vezes e deu um prazo para adequação, que venceu em março deste ano.
O órgão ainda não vistoriou a empresa para saber se as exigências já foram cumpridas, o que deve ser feito nos próximos dias. Um dos proprietários diz que sabe dos problemas e promete buscar soluções.
"A gente já desenvolveu diversas melhorias aqui na nossa empresa, como cobertura do nosso pátio, elevação dos muros, bem como chaminés novas. Além disso, pleiteamos junto à Prefeitura um terreno no novo distrito industrial da cidade, porém, devido ao problema de ele não estar funcionando, não conseguimos fazer a mudança. No entanto, estamos tentando achar um local mais afastado da cidade para instalar uma nova sede", afirma.
Enquanto o problema não é resolvido, a população continua na luta . "Eu gostaria de ter uma ar mais puro, isso pra mim seria essencial", deseja a aposentada Matilde Capile da Silva.
Fonte: Do iFronteira.comVoltar para Home de Notícias
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