Tupã contabiliza os prejuízos causados pela chuva na cidade
Nossa Lucélia - 03.10.2013


Vinte e cinco imóveis tiveram parte do telhado arrancada pela ventania

TUPÃ - Moradores de cinco municípios da região atingidos pelo temporal da madrugada passaram o dia trabalhando para consertar os estragos causados pelo vento forte. Tupã foi a cidade mais atingida: 25 imóveis entre eles casas e prédios públicos tiveram parte dos telhados arrancada pela ventania.

A Defesa Civil está em estado de alerta, já que se continuar a chover forte, o nível da água do Córrego Afonso XIII poderá subir. Uma das casas mais atingidas fica no bairro Jamil Dualib, na periferia. Nela moram a dona de casa Edilaine Moreira, o marido e dois filhos pequenos. Os quatro estavam dormindo em um quarto que ficava na parte da frente da casa.

Eles haviam acabado de sair quando o telhado foi arrancado pelo vento e as paredes desabaram. A família agora está abrigada na casa de parentes. “Nós levantamos e pedimos ajuda para uma vizinha. Graças a Deus, a vizinha estava em casa e pode nos ajudar, se não poderíamos estar feridos, no hospital”, conta.

MAIS ESTRAGOS - Um dos barracões da incubadora de empresas de Tupã teve o telhado arrancado. A estrutura de metal foi parar longe. A fábrica de acessórios infantis que funcionava ali perdeu parte do estoque. O dono calcula um prejuízo de R$ 20 mil. “São todas peças pequenas, tecido, acaba molhando, manchando, então na verdade tem que ser tudo substituido, começar uma nova produção”, ressalta o empresário Edson Teixeira Barbosa.

Só o vigia noturno estava no local quando tudo aconteceu, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico. Ninguém se feriu. “A prefeitura está dando todo o suporte para eles, houve o remanejamento para um box que estava desocupado e vamos dar todo suporte para que eles possam trabalhar normalmente”, explica Clóvis Saito.

O telhado de um Posto de Saúde que estava em construção também foi destruído. Já a Casa do Idoso teve algumas telhas arrancadas. A defesa civil calcula que cinco prédios públicos e 20 imóveis residenciais foram afetados com a tempestade de primavera. As casas que ficam à beira do Córrego Afonso XIII estão sendo monitoradas.

“Nós temos uma encosta que está sendo saturada alí por causa da chuva, e a previsão é para mais chuva nos próximos dois dias, então a equipe da Defesa Civil está em alerta para monitorar essas casas e se for necessário fazer a remoção das famílias”, afirma Valentim Bigeschi, chefe da Defesa Civil.

PREVENÇÃO - Em 2011 o município recebeu do governo federal, por meio do PAC, R$ 23 milhões para obras de macrodrenagem. Até julho do ano que vem deverão ser entregues três piscinões. A rede de galerias pluviais também está recebendo tubulação com maior capacidade para escoar a água da chuva. Parte das obras já está pronta.


Fonte: Do G1 Bauru e Marília

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