MPT encontra cercado para bebê em fazenda durante fiscalização em Tupã
Nossa Lucélia - 25.09.2013


Ministério Público do Trabalho já notificou vários donos de propriedades. Em uma olaria, funcionários estavam sem equipamentos de proteção

TUPÃ - O Ministério Público do Trabalho de Bauru retomou nesta semana a fiscalização em fazendas do Centro-Oeste Paulista. Nesta terça-feira, os procuradores acompanhados pela Polícia Rodoviária Federal estiveram em Herculândia e Tupã. Em uma das propriedades, um cercado para bebê estava no meio do local de trabalho.

Em uma fazenda de café e seringueira, em Herculândia, os procuradores encontraram um trabalhador sem registro em carteira fazia a extração de látex. Um trabalhador não usava luvas de proteção para fazer a extração. Ao percorrer a fazenda, os procuradores encontraram outros funcionários sem os equipamentos de proteção individual. Em uma casa de máquinas onde é feito o beneficiamento do café o ruído é grande, mas os dois funcionários não usavam protetores nos ouvidos.

Além disso, um deles estava sem botas para proteger os pés e usava apenas meias. Na mesma fazenda de café, a fiscalização encontrou embalagens de agrotóxicos vazias descartadas irregularmente. Eram de produtos altamente perigosos tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente.

Embalagens de produtos químicos, que não podem ser reutilizadas, também serviam de recipiente para armazenar a água e comida de animais. O alojamento dos trabalhadores é precário, a cozinha e os dormitórios ficam no mesmo ambiente. Uma das camas estava bem perto do botijão de gás. E outra cama ficava embaixo de uma varanda e exposta ao frio. E ainda, um funcionário dormia do lado de fora. O proprietário da fazenda foi notificado pelos procuradores e terá que regularizar a situação. Caso contrário, pagará multa.

Em outra fazenda de café, em Tupã, mais irregularidades foram encontradas. Embalagens com restos de agrotóxicos estavam jogadas no chão. Na fazenda também funciona uma olaria e os trabalhadores estavam sem nenhuma proteção. No meio da olaria, a fiação de energia elétrica improvisada fica bem perto dos trabalhadores. E um flagrante: os procuradores encontraram um cercado para bebê.

No forno da olaria, mais irregularidades. O contato dos trabalhadores com a lenha e o fogo também estava sendo feito sem nenhum equipamento de proteção. O responsável pela propriedade foi notificado e assim como os outros fazendeiros terá que comparecer nesta semana no Ministério do Trabalho.




Fonte: Do G1 Bauru e Marília

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