Geccom está entre as empresas que venceu várias licitações em Tupã sob suspeita de irregularidades
Nossa Lucélia - 01.09.2013


Há inclusive obras que deveriam ser fiscalizadas pela Caixa Federal. O presidente da Comissão Parlamentar Especial (CPE) da Câmara, vereador Valter Moreno Panhosi (DEM) acredita que houve possível omissão e prevaricação

TUPÃ - Moreno e outros dois parlamentares: Luis Alves (PC do B) e Zé Maria (PT) investigam irregularidades em 31 obras herdadas da administração Waldemir Gonçalves Lopes (PDSB).

Casas no Jardim Apoena, na Zona Leste, entre outras, que a empresa deveria executar estão abandonadas. Em Fernandópolis a empreiteira foi acusada até de trabalho escravo. Em Tupã funcionários estão sem receber.

São apenas 135 unidades habitacionais que a Geccom teria que entregar até o dia 5 de outubro de 2013. Há pouco mais de 1 mês para vencer o prazo de entrega das casas que teve construção iniciada há cerca de 1 ano e o local mais parece uma cidade fantasma. Ruas esburacadas revelando que os futuros mutuários poderão enfrentar problemas com águas pluviais a exemplo do que acontece com as quase 800 unidades do Conjunto Habitacional “Jamil Dualibi”.

As obras dessas novas moradias vão custar aos cofres públicos cerca de R$ 10 milhões. Assim como nesse canteiro de obras, há outras iniciadas pela mesma empresa e, da mesma forma que em Fernandópolis, é questionado sobre eventual falta de fiscalização da Caixa Econômica Federal.

Em matéria pública no www.regiaonoroeste.com, no dia 31 de julho de 2013,  o site revela que o sonho da casa própria do famigerado Programa “Minha Casa, Minha Vida” do Governo Federal se transformou num pesadelo para os futuros mutuários.

MÁ NOTÍCIA - Os beneficiários das 577 casas do Conjunto Habitacional São Francisco em Fernandópolis ainda continuarão sonhando com a casa própria. Um problema, possivelmente financeiro, está dificultado o término das Unidades que é de responsabilidade da empresa Geccom Construtora.

A obra está paralisada e faltam alguns retorques para serem entregues aos beneficiários do Programa Minha Casa Minha Vida, financiados pela Caixa Econômica Federal, mas possivelmente outra empresa terá que ser contratada para a conclusão das unidades.

Funcionários da Geccom estão há dois meses com salários atrasados e o local abandonado que está sendo alvo de depredação por vândalos. Um funcionário, que preferiu não mencionar o nome, disse à reportagem que a diretoria da Geccom mal aparece no local e não deu precisão para a conclusão da obra. Enquanto isso o mato e a sujeira vão tomando conta das calçadas e ruas recém-asfaltadas.

Já houve diversas promessas de entrega das chaves, mas até agora nada está confirmado e sem previsão para serem ocupadas pelos seus beneficiados.

Em maio do ano passado a Geccom foi denunciada por trabalho escravo e funcionários foram flagrados em condições subhumanas. A obra chegou a ser embargada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), mas após acertos a Geccom voltou a dar andamento na obra. Resta agora a posição da Caixa Econômica Federal que financia os imóveis.


Fonte: Jotaneves.com.br

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