Bastense suspeito de matar três pessoas no Japão é preso no Sul de Minas
Nossa Lucélia - 17.08.2013



POLÍCIA - A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15) em Córrego do Bom Jesus (MG) um bastense suspeito de matar a namorada e os dois filhos dela na província de Shizuoka, no Japão, em dezembro de 2006. De acordo com a Polícia Federal, o bastense Edilson Donizete Neves estava em um sítio onde residia e não resistiu à prisão. Ele tinha um mandado de prisão preventiva em aberto pelo 1º Tribunal do Júri de São Paulo.

Ainda segundo a polícia, o suspeito fugiu para o Brasil um dia após o crime e passou a ser o criminoso mais procurado do Japão. A corporação informou que ele não vai ser extraditado por ser cidadão brasileiro.

Neves foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo e será encaminhado para um presídio brasileiro. Edilson pode ser condenado a até 90 anos de prisão por assassinato premeditado. De acordo com a lei brasileira, ele pode cumprir 30 anos de prisão e depois ganhar a liberdade. Se o julgamento acontecesse no Japão, Edilson poderia ser condenado à pena de morte.

SAÍDA DA PRISÃO E CNH RENOVADA - Em janeiro de 2008, Edilson foi preso em Sarutaiá, interior de São Paulo. Porém, ele foi solto seis meses depois, porque deveria ser julgado pela Justiça Federal, já que o crime foi no exterior. A prisão dele havia sido decretada novamente em maio de 2009.

Em fevereiro de 2010, ele conseguiu renovar a carteira de motorista em um posto da Ciretran, em Jandira, na Grande São Paulo, quando já era procurado pela Interpol. À época, o Detran afirmou que não havia registro de que ele estava sendo procurado quando renovou o documento em 2010.

CRIME PREMEDITADO - O crime aconteceu em 18 de dezembro de 2006 na província de shizuoka, a 160 quilômetros de Tóquio. A polícia japonesa identificou o suspeito cinco dias depois do crime, quando Edílson já havia retornado ao Brasil. Segundo o inquérito, exames do material coletado na cena do crime (pedaços de unha, impressões digitais e amostras de sangue) comprovaram que era de Edilson o cordão usado no estrangulamento das vítimas.

Sônia havia embarcado para o Japão em 1990 com o marido Marcilio Misaki. Seus dois filhos nasceram lá, e o casal se separou em 2004. Sônia começou a namorar Edílson. "A Sônia estava insatisfeita com o relacionamento porque ele [Edilson] era muito violento com as crianças. Ela resolveu separar-se dele e ele, inconformado, resolveu matar tanto a Sônia quanto os filhos dela", disse em janeiro de 2008 o promotor Marcelo Milani.


Fonte: Do g1.globo.com (Do G1 Sul de Minas) / Bastos Já

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