Projeto Samu de Tupã deverá ser desativado
Nossa Lucélia - 31.07.2013
TUPÃ - Em viagem a Brasília, o vice-prefeito Thiago Santos manteve uma audiência com o assessor do Ministério da Saúde, Carlos Jorge, para solucionar o impasse a respeito da devolução das ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), dos municípios de Tupã e da região, e solicitar um aumento do prazo para a implantação dos trabalhos nos municípios da Alta Paulista.
A instalação do Samu, tendo como ponto central Tupã, começou há cerca de 3 anos, quando os municípios da Alta Paulista, sob a liderança de Tupã, fecharam um acordo para a sustentação do serviço. Feito isso, o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, enviou as ambulância, enquanto a Prefeitura de Tupã adequava o prédio, na Rua Tapajós, ao lado do Corpo de Bombeiros.
As ambulâncias ficaram na garagem da Secretaria de Saúde e o prédio ficou pronto. Mas, quando viram o valor da conta que teriam que pagar para a manutenção do serviço, muitos dos prefeitos da região desistiram.
Com muito esforço e pagando caro por isso, o município conseguiu viabilizar o funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Tudo isso acontece porque os municípios precisam arcar com a contrapartida. Quando isso foi definido, correspondia a cerca de 25% do total da conta. Ocorre que nunca houve reajuste no valor do repasse feito pelo governo federal. Isso foi aumentando a conta para os municípios.
Além disso, muitos municípios consideram que não existe necessidade de uma unidade do Samu na região.
“O que houve foi um acerto mal feito naquela oportunidade, onde o ex-prefeito conjuntamente com os prefeitos da região da época assumiram um compromisso e não conseguiram dar andamento no trabalho”, desabafou o vice-prefeito Thiago Santos. Com isso, faltaram os investimentos necessários e as ambulâncias nunca atenderam a uma ocorrência sequer. “Enquanto não houver uma parceria entre os prefeitos das cidades onde o Samu irá atuar, não haverá possibilidade de se implantar o serviço. Tupã não tem condições de arcar sozinho com a conta.
Sem atender nenhum paciente desde que as ambulâncias foram entregues em 2010, a situação do Samu na região é motivo de processo do Ministério Público junto à CGU (Controladoria Geral da União). O que deverá acontecer será a devolução das ambulâncias de Tupã e municípios da região para o Ministério da Saúde.
De acordo com Thiago Santos, a prefeitura espera para esta semana a visita de representantes do Ministério da Saúde, quando se tentará agendar uma reunião, com a presença dos prefeitos, para definir o assunto. Existe pressa para isso, pois a questão está se estendendo já por muito tempo.
“Estamos no aguardo do Ministério da Saúde. Seus representantes devem estar em nossa cidade ainda esta semana, para que possamos fazer uma reunião com os prefeitos destas cidades, onde o Samu deveria operar, para ver se todos poderão colaborar para este trabalho, porque a cidade de Tupã sozinha não vai manter um projeto desse porte”, enfatizou o prefeito Manoel Gaspar.
NOVA DESTINAÇÃO - Com a possível devolução das ambulâncias e não uso do prédio da Tapajós para o Samu, este deverá ter outra destinação. É possível até que venha a sediar a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), já que tem espaço suficiente para isso. A medida, se ocorrer, libera o prédio da Paiaquás, 609, para abrigar o Centro de Saúde “Doutor Walter Pimentel”, o “Postão”.
Fonte: Do Diário de TupãVoltar para Home de Notícias
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