Pacaembu e Lucélia podem ganhar novas penitenciárias
Nossa Lucélia - 16.07.2013
Segundo dados da SAP, atualmente, são 13.468 presos ocupando espaço onde caberiam apenas 7.690
REGIÃO - Mesmo com número cada vez maior de detentos e com 12 unidades prisionais instaladas na Nova Alta Paulista, a região poderá ser “beneficiada” pelo Estado com mais duas penitenciárias – uma em Pacaembu e outra em Lucélia. Segundo dados da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), atualmente, são 13.468 presos ocupando espaço onde caberiam apenas 7.690 detentos.
A possibilidade de Pacaembu abrigar a terceira unidade prisional surgiu após reunião do prefeito Maciel Colpas com governador Geraldo Alckmin na semana passada, em São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o encontro foi para tratar de “assuntos de interesse do município, principalmente sobre conquistas para setores considerados prioritários pela administração e, na oportunidade, também se falou na possibilidade de destinar uma unidade prisional para Pacaembu”.
Ainda, conforme a assessoria, não houve nenhuma escolha de área ou confirmação até o momento. “Apesar da consulta do Estado, ainda não há uma decisão concreta, porque ambas as partes deverão voltar a conversar nos próximos dias. Além do que precisaria ser analisada uma contrapartida”, explica.
A Prefeitura de Pacaembu afirma que não houve solicitação, apenas uma consulta informal. “E é muito importante deixar claro que até o momento nenhum documento foi assinado oficialmente confirmando a unidade no município”.
A SAP informou que realiza levantamento de área em Pacaembu, para construção de uma unidade penal de regime fechado, para abrigar homens. “Os levantamentos estão em fase inicial, razão pela qual não há como oferecer detalhes, no momento”, explica. A cidade já possui duas unidades, uma penitenciária com 962 detentos acima da capacidade e o CPP (Centro de Progressão Penitenciária), com 1.119 presos.
LUCÉLIA - A possibilidade de instalação da nova unidade no município surgiu após reunião entre os vereadores Ivone Pernomian e Julio José Moreno e o deputado Cauê Macris com o secretário de Administração Penitenciária.
“A convite do diretor do presídio de Lucélia e do vereador Ney Roberto Dadamo, estivemos com outros colegas vereadores em visita à Penitenciária de Lucélia, que está em reforma. Na ocasião, foi comentado sobre mais de 200 lucelienses que estão espalhados pelo Estado, trabalhando em presídios e pleiteando transferência para perto de casa. Assim, marcamos audiência na SAP, juntamente com o deputado, para tratar dos pedidos de transferência. Na oportunidade, o secretário relatou que teriam mais dois presídios para serem destinados ao interior. Como temos conhecimento de que outras cidades da região que já possuem presídio estariam pleiteando mais uma unidade prisional, trouxemos a proposta ao Executivo e aos outros membros do Legislativo”, explica Ivone Pernomian.
No dia seguinte a reunião em São Paulo, aconteceu o encontro do prefeito Osvaldo Saldanha com todos os vereadores, na qual foi apresentada a proposta.
“Colocamos em pauta a ideia mencionada pelo secretário, alguns vereadores foram favoráveis e outros não. Devido aos impactos positivos e negativos, o prefeito decidiu que a proposta deveria ser melhor analisada, e também que ouviria outros segmentos da sociedade e comunidade para tomar uma decisão a respeito”.
A vereadora explica que a instalação da unidade está em estudo, não havendo negociação, ainda, da Prefeitura com a SAP sobre contrapartidas do Estado.
“Quero deixar claro que, pessoalmente, sou a favor da construção de presídio, indústria, escola, faculdade, tudo o que puder trazer algum benefício à sociedade, tendo oportunidade sempre tentei junto à iniciativa privada e pública trazer mais empregos para nossos jovens”.
Neste caso, a SAP informou que não existe previsão para construção de nova unidade em Lucélia.
“Atualmente, a unidade prisional existente no município encontra-se desativada para reforma geral, com prazo previsto para termino em novembro de 2013. Após a efetivação das obras o número de presos inclusos obedecerá às quantidades de vagas disponíveis”.
Fonte: João Vinícius _ Do GI NotíciasVoltar para Home de Notícias
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