Trabalhadores de usinas declaram estado de greve
Nossa Lucélia - 07.07.2013


Lembra o presidente que não houve necessidade de paralisação em Lucélia, onde ocorreu concordância entre os trabalhadores e a usina Bioenergia do Brasil S/A, que encerraram as negociações com aumento de 8,5% na remuneração

REGIÃO - Cerca de 800 trabalhadores dos setores industrial, administrativo e apoio agrícola das usinas Cocal e Caeté – instaladas em Narandiba e Paulicéia, respectivamente – aguardam nova proposta patronal, visto que a oferta de 7,5% de acréscimo na remuneração foi rejeitada em assembleias realizadas esta semana. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Química, Farmacêutica e Fabricação de Álcool, Etanol, Bioetanol e Biocombustível de Presidente Prudente e Região, (Sindetanol), Milton Sobral, a Caetê tem até às 16h de hoje para negociar nova porcentagem de aumento, enquanto o contato da Cocal será aguardado até a tarde de domingo. “A partir do encerramento destes prazos, se não houver proposta, a qualquer momento os funcionários poderão paralisar os serviços”, alerta.

De acordo com o sindicato, o reajuste ofertado pelas destilarias está aquém do que pede a categoria que, além do reajuste inflacionário de 7,16%, quer um aumento real de 5%, entre outras reivindicações como melhoria nas condições de saúde e segurança e igualdade de oportunidades. Segundo o presidente, foram três rodadas de negociações – a primeira realizada em março – até que o patronal apresentasse a atual proposta, rejeitada em unanimidade pelos trabalhadores das duas industrias. “Então, como sentimos que não havia mais condições de avançar com as negociações, decidimos notificar as empresas a se manifestarem com outra proposta, em 72 horas, sob o prejuízo de os funcionários cruzarem os braços”, relata.

Mesmo com o “estado de greve” declarado, Sobral reforça que o sindicato está aberto a negociações e prosseguirá em tratativas “assim que for procurado”. “Se houver nova proposta e esta for aprovada, a notificação é cancelada, assinamos o acordo e a questão se encerra”, ressalta.

Como lembra o presidente, não houve necessidade de paralisação em Lucélia, onde ocorreu concordância entre os trabalhadores e a usina Bioenergia do Brasil S/A, que encerraram as negociações com aumento de 8,5% na remuneração. Além da Cocal e Caeté, aproximadamente dez usinas ainda realizarão assembleia para decidir os rumos das tratativas frente à atual proposta patronal.

PATRONAL - O gerente geral da usina de Paulicéia, José Newton Vieira, informou que a industria estuda o que pode ser feito em favor dos trabalhadores e pede paciência ao sindicato. “Analisamos a situação junto à diretoria da empresa e espero que haja bom senso”, pondera. Para Vieira, a expectativa é de que haja um “alinhamento” entre as industrias do setor, no sentido de que uma única proposta seja apresentada por todas elas.


Fonte: Elaine Soares _ Do Jornal O Imparcial

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