Erosão em ruas e avenidas faz Parapuã decretar estado de emergência
Nossa Lucélia - 03.07.2013


Excesso de chuvas abriu os buracos nas vias e os moradores precisam usar desvios para chega ao Centro da cidade

PARAPUA - Parapuã decretou estado de emergência por causa dos estragos causados pelas chuvas da semana passada. Os principais problemas estão nas erosões que tomaram conta de ruas e avenidas da cidade.

O buraco na Avenida São Paulo tem pelo menos nove metros de profundidade e 30 de extensão e foi provocado pelo excesso de água. De acordo com a Casa da Agricultura, no dia do desmoronamento, na última terça-feira (25), choveu 60 milímetros, o equivalente ao mês de junho inteiro.

Desde 2007 não chovia tanto em um único dia na cidade. A insegurança toma conta dos moradores. “Cada ano que passa vai indo um pouquinho e vai complicando. A erosão vai demorar para chegar na casa da minha casa, mas vai chegar”, fala o lavrador Dirceu Pereira Leme.

A Avenida São Paulo é a principal via de Parapuã. Ela corta o Centro da cidade e dá acesso a todos os bairros. Com a erosão, parte da via foi interditada, e para passar pelo local os carros precisam usar um desvio.

“Tem que entrar na contramão para poder passar. É perigoso”, opina o lavrador José Alves da Silva. “Caminhões pesados ainda estão passando aqui, não se sabe como está embaixo”, comenta o administrador Eduardo Massarotto.

Porém, na Rua Curitiba a situação é ainda pior. A erosão engoliu quase 40 metros de asfalto. O problema também foi provocado pelo excesso de chuva e para ter acesso ao centro comercial a população precisa usar rotas alternativas.

“Tem que pegar a Rua Niterói para ir ao outro lado porque aqui não tem condições de passar. Já faz tempo que está assim nesta situação”, fala o aposentado Eronides José dos Santos.

Para tentar impedir o acesso, a Prefeitura isolou o local com montes de terra. Mas uma trilha ao lado da erosão mostra que alguns não se preocupam com o perigo. “Tem gente que se aventura sim para passar”, revela o aposentado Geraldo Bernardes dos Santos.

Em maio, uma forte chuva também provocou erosão e estourou uma caixa de contenção no Conjunto Habitacional Canaã. Quase dois meses depois a situação no bairro é praticamente a mesma.

O prefeito de Parapuã, Samir Alberto Pernomian (PP) decretou estado de emergência na semana passada. Ele já está com viagem marcada para São Paulo, onde espera conseguir recursos para o município.

“Essa obra da Avenida São Paulo nós estamos encaminhando o decreto para a Defesa Civil e vamos aguardar a vinda do órgão, pois eles vão falar com o governo, que viabiliza o recurso, que será de aproximadamente R$ 1 milhão para ser executado”, afirma o prefeito.

Ainda segundo ele, o recurso para a Rua Curitiba já foi viabilizado. “A rua afundou em fevereiro e nós estamos em julho e já temos recurso autorizado pelo governador, eu só estou aguardando ser chamado para assinar o convênio para executar a obra. Esperamos que em seis meses a gente consiga resolver esse problema na Avenida São Paulo também”, ressaltou o Pernomian.


Fonte: Do iFronteira.com

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