Trânsito de Osvaldo Cruz é apontado como vice-campeão em acidentes no estado
Nossa Lucélia - 01.07.2013
Informação é de pesquisa da Fundação Seade; frota de veículos dobrou na cidade em dez anos
OSVALDO CRUZ - O trânsito de Osvaldo Cruz é apontado, proporcionalmente, como um dos mais violentos em todo o estado de São Paulo. A informação provém de pesquisa realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, nas 645 cidades paulistas, considerando dados coletados entre 2009 e 2011.
A cidade ocupou o vergonhoso segundo lugar em número de acidentes com vítimas no estado (entre 40 e 44 mortes por 100 mil habitantes), ficando atrás apenas de Miracatu, na região do Vale do Ribeira (com 66 mortes por 100 mil habitantes).
A observação interessante é que a campeã estadual está às margens da rodovia Régis Bittencourt (BR-116) que, devido ao alto tráfego de veículos (sobretudo de carga), a topografia acidentada e a má conservação decorrente desses fatores, é uma das rodovias com o mais alto índice de acidentes com mortes de todo o país, sendo, por essa razão, popularmente chamada de “Rodovia da Morte”.
No caso de Osvaldo Cruz, um dos fatores apontados como causa do aumento do índice de acidentes é o aumento considerável da frota de veículos na cidade nos últimos dez anos.
Em abril 2003 Osvaldo Cruz tinha 10.189 veículos registrados na Delegacia de Trânsito. Este número saltou em abril de 2013 para 19.405, ou seja, praticamente o dobro de motos, carros e caminhões para uma mesma estrutura viária. O resultado é mais gente dividindo o mesmo espaço e consequentemente o risco de acidentes aumenta. Apenas no ano de 2010, Osvaldo Cruz registrou cinco mortes por acidentes de trânsito na área urbana.
Na época, em entrevista ao Jornal Cidade Aberta (na edição nº 801, de 5 de novembro de 2010), o diretor do Demutran, Christovam Olivel Peres, disse que “as mortes e lesões registradas [naquele ano] são decorrentes, em sua maioria, da imprudência de condutores e pedestres”.
Para o comandante da Polícia Militar local, 1º tenente Alexandre Kihara de Campos, na mesma reportagem, alegou que “uma série de fatores levam a este panorama: motoristas indisciplinados, sinalização e também a falta de atenção dos pedestres”.
A análise do Seade mostra que a Região Metropolitana de São Paulo apresenta os menores níveis de mortalidade, mantendo-se abaixo de 15 óbitos por 100 mil habitantes ao longo do período.
MUDANÇAS - De lá para cá, a Prefeitura implantou uma série de medidas visando a redução do número de acidentes na área urbana.
O ponto mais crítico, o cruzamento da avenida Presidente Vargas com a rua Armando Salles, recebeu semáforo. Todos os equipamentos semafóricos da cidade foram substituídos por aparelhos com contador de tempo e sistema inteligente, que não permite cruzamentos entre veículos que transitem em sentido contrário, evitando acidentes.
Outro cruzamento que recentemente recebeu semáforo é o das avenidas Max Wirth e Presidente Roosevelt.
Além disso, outras medidas foram adotadas como reforço de sinalização viária horizontal e vertical, a proibição do retorno nos cruzamentos da avenida Brasil com a rua Feb e com a rua Engenheiro Kieffer (próximo ao setor dos bancos) e a proibição da operação de conversão à esquerda no cruzamento da avenida Brasil com a rua Feb, exceto para quem transita pela rua Feb no sentido trilhos da linha férrea ao estádio municipal “Breno Ribeiro do Val”.
CAMPANHA - O Departamento Municipal de Trânsito de Osvaldo Cruz (Demutran) e a Secretaria Municipal de Educação em parceria com o Rotary Osvaldo Cruz, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, as duas autoescolas da cidade e o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), lançaram na semana passada, pelo segundo ano consecutivo, a campanha anual de conscientização que, até o início de novembro, deve mais uma vez realizar abordagens a motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres na cidade a fim de reduzir o número de acidentes de trânsito local.
Esta é a segunda edição da campanha, que no ano passado conseguiu 11.606 abordagens a motoristas, motociclistas e pedestres no trânsito da cidade com a entrega de materiais educativos. A proposta é fazer o mesmo este ano e ainda levar palestras com informações a escolas e empresas.
Além das abordagens aos sábados no centro da cidade para a distribuição de panfletos explicativos, a campanha ainda prevê palestras para pais e alunos, concursos de frases educativas sobre o trânsito em todas as escolas da cidade.
Fonte: Jornal Cidade Aberta
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