Família vive drama com rapaz que pode ter infartado aos 16 anos
Nossa Lucélia - 26.06.2013


Oséias Montezano passou mal enquanto descansava após o almoço e de perfeitamente saudável passou a 100% dependente

TUPÃ - A mãe, a viúva aposentada Elvira Montezano, não consegue entender o aconteceu. Apenas sabe que o filho – do nada – teve uma crise durante o descanso após o almoço e depois dos primeiros socorros, vegeta em uma cama hospitalar em casa, onde continua recebendo medicamentos para o coração e para o controle de pressão arterial. O médico, indicado à reportagem pela própria família, identificado com Doutor Luiz Alberto, não aceitou falar.

A fotografia desta reportagem retrata um pouco do que ela passa no cuidado com o menino, com ajuda de profissionais pagos pela Prefeitura e cedidos pela Santa Casa para medicar, realizar fisioterapia e banhar e trocar Oséias Montezano Ramos, que em dezembro completará 17 anos de idade e que de uma saúde perfeita, em questão de minutos tornou-se inválido e 100% dependente.

O FATO - Dona Elvira conta que no dia 26 de fevereiro deste ano, como fazia todos os dias, o filho, funcionário de uma conhecida pastelaria na Avenida Tamoios, centro de Tupã, chegou para almoçar. Almoçou, tomou um copo de abacate batido e após os tradicionais minutos no banheiro ouvindo música no celular, disse que iria parao quarto tirar uma soneca e que estava cansado. No horário que o filho pediu (o que não era comum), ela o chamou. Ele sentou-se na cama, abriu os olhos e, sem mais explicações, disse que iria descansar mais um pouco antes de voltar de bicicleta para o trabalho.

Elvira lembra que se sentou perto do filho no sofá, ao lado da cama e percebeu que sem nenhuma outra manifestação, ele virou a cabeça para trás, foi se esticando o corpo bruscamente e ficando com a cabeça roxa. E por mais que ela o tenha chamado, Oséias não mais respondeu. Com ajuda de pessoas que estavam próximas a casa da família, nas imediações do restaurante Costelão do Baiano, o Resgate dos Bombeiros foi acionado e levou o menino para o Pronto Socorro da Santa Casa, onde após os procedimentos de emergência, os médicos disseram a família que as próximas 72 horas seriam decisivas para a sobrevivência dele na UTI.

EM CASA - Oséias venceu esse período, teve as principais funções vitais estabilizadas e voltou para casa, onde recebe os cuidados da mãe e as visitas de muitos amigos do seu meio social, da Escola Estadual Joaquim Abarca e também da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, da Rua Chavantes, onde a família congrega. O abrir e fechar os olhos, engolir e tossir (com ajuda de uma traqueostomia) e o constante bocejar são únicos movimentos voluntários notados pela reportagem, em mais de 35 minutos com Oséias, os avós maternos e uma amiga que o visitou na tarde do último domingo, 16/06. De poucas palavras e, às vezes, um pouco confusa, Dona Elvira conta que o filho ainda apresenta alguns reflexos. “Quando a gente aperta a mãe dele ou uma espinha no rosto ele tem reação”, resume.

ORAÇÕES - De forma particular o quadro do filho é triste para Elvira por se tratar de um jovem aparentemente saudável que trabalhava, estudava, ia a Igreja e com pouca frequência saia com os amigos e até jogar futebol. “Ele ajudava em tudo a mim, meu pai, minha mãe. Um menino abençoado”.Elvirarecorda que aos 4 anos, poucos dias após a morte do pai, Oséias foi operado de um mal conhecido popularmente como 'nó na tripa' e depois aos 9 anos desenvolveu bronquite tratada até os 13 anos quando teve alta médica. Mas “nunca reclamou ou apresentou dor ou outra coisas que mostrasse esse ou aquel problema de saúde”.

Os laudos médicos apontam que Oséias foi vítima de 'uma parada', diz a mãe que confia uma das filhas, irmã do rapaz, a tarefa de estar em contato mais constante com os médicos e obter as informações. A meta da família, segundo Dona Elvira é encaminhar Oséias para um hospital ou clinica especializada onde ele possa ser submetido a tratamentos que possibilitem sua efetiva recuperação. “A gente ainda não sabe o quanto ele pode melhorar, se recuperar, mas a gente sempre tem fé e vai correr atrás para oferecer o melhor tratamento a ele”, resume.

Dona Elvira também diz que, “por enquanto”, com auxilio a Secretaria Municipal e Saúde e de algumas pessoas de contato de sua filha, tem sido possível assistir Oséias nas suas necessidades como alimentação (via sonda nasogástrica), fralda, remédios e os atendimentos médico-hospitalares complementares. A mãe e os avós não quiseram ser fotografados pela reportagem. “O que eu posso pedir é que as pessoas continuem orando pela saúde e pela vida do meu filho e entregando ele nas mãos de Jesus”, pediu.


Fonte: Jornal de Domingo - Tupã

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