Obra literária estimula a luceliense Lucélia Maria Casa Grande na escolha da Irlanda para intercâmbio
Nossa Lucélia - 26.06.2013
Leitura de livro da Saga de Dublin interfere na decisão de aluna da Engenharia Ambiental contemplada pelo Ciência sem Fronteiras
P. PRUDENTE - Ao se inscrever no Ciência sem Fronteiras (CsF), Lucélia Maria Casa Grande tinha o interesse inicial por Portugal. Ao ser selecionada, por sugestão do programa do governo federal, deveria escolher outro país. Como estava lendo on-line “Os Príncipes da Irlanda” e encantada com o país, não titubeou. “Foi uma coincidência”, afirma a aluna do 5º termo do curso de Engenharia Ambiental da Unoeste, que em agosto deste ano seguirá para uma de duas importantes universidades irlandesas: Sligo ou Cork.
A jovem que tem o mesmo nome da cidade onde nasceu, aos 22 anos de idade, está prestes a realizar o grande sonho de estudar no exterior. “Alimentava essa expectativa desde quando foi lançado o programa, em 2011. Vi essa oportunidade pela frente. Esperei o momento adequado, me inscrevi e deu certo”, conta a estudante que fez o ensino técnico na Etec de Adamantina (SP), cidade vizinha ao município de Lucélia onde mora, na nova alta paulista, que está inserida na região administrativa de Presidente Prudente.
Bolsista do Programa Universidade para Todos (Prouni), elegeu a Unoeste para estudar, por pelo menos duas razões: a qualidade do ensino e pela pouca distância entre as cidades onde faz o curso superior e onde mora. Os pais são aposentados: Albino Casa Grande e Sildes Menis Casa Grande. É a caçula de quatro irmãos e a única mulher. Elizandro, o mais velho, tem formação superior e trabalha com processamento de dados; Eli, o do meio, é agente penitenciário; Helder, o mais novo, faz doutorado em física.
A família reagiu com alegria à bolsa para o intercâmbio internacional. “Ficaram felizes. Na minha casa não sou a primeira a estudar em outro país. Meu irmão Helder que faz doutorado na USP voltou da França há menos de um mês. Então, um filho acabou de voltar e outro está indo”, conta Lucélia, selecionada com bolsa de 18 meses, sendo os primeiros seis para estudar a língua inglesa e o restante o ensino e aprendizagem de sua área de formação profissional.
Antes de viajar e já com todas as notas fechadas na faculdade, mantém jornada dupla de estudos: presencial na Cultura Inglesa e a distância no curso ofertado pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação (MEC) e gestor do CsF. A seleção para estudar no exterior, com aporte governamental, teve como pesos decisivos a boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o histórico escolar universitário.
Lucélia credita parte do sucesso obtido nessa conquista à qualidade do ensino ofertado pela Unoeste, recebido como estímulo para se empenhar nos estudos. Está vocacionada para atuar na área de saneamento, em decorrência de dois momentos especiais. O primeiro deles, um seminário sobre metais pesados na água, realizado na disciplina de Ecologia Aplicada, proposto pela professora Leila Sotocorno e Silva. O outro, na Jornada de Engenharia Ambiental do ano passado, quando a Dra. Renata Ribeiro, da Unesp, falou sobre Limnologia, a ciência que estuda as águas interiores.
A intercambiária elogia a professora Leila e a coordenação do curso na pessoa do professor Ivan Salomão Liboni, inclusive por promover bons eventos, capazes de estimular os estudos que no seu caso estão focados para a descontaminação de águas, o que consiste numa das principais preocupações mundial. Também elogia o apoio ofertado pela Assessoria de Relações Interinstitucionais, na pessoa do Dr. Antonio Fluminhan Júnior, mantida junto às pró-reitorias de Pesquisa e Pós-graduação e de Extensão e Ação Comunitária.
Com a perspectiva de que o intercâmbio irá mudar sua visão de mundo, Lucélia manifesta-se ávida em vivenciar outra cultura, em poder rever seus conceitos de política e sociedade, em aprender outra língua e fortalecer seu preparo profissional num país que está conhecendo pela obra do escritor inglês Edward Rutherfurd, que constitui no primeiro livro da Saga de Dublin. “Os Príncipes da Irlanda” narra a história irlandesa através dos séculos, com a utilização da trajetória de seis famílias para contar a formação do povo e da sua cultura.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Unoeste _ Colaborou: Marcos Vazniac / Foto: João Paulo BarbosaVoltar para Home de Notícias
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