750 trabalhadores da Usina Floralco reivindicam benefícios
Nossa Lucélia - 20.06.2013


Floralco teria deixado de conceder reajuste e pagar parte de salário de fevereiro, além de não recolher FGTS. Com isso, funcionários paralisaram trabalhos

FLÓRIDA PAULISTA - Cerca de 750 trabalhadores rurais da Usina Floralco, em Flórida Paulista, permanecem nesta quarta-feira (19), em greve a fim de reivindicar contra as condições de trabalho e o descumprimento de alguns benefícios, como, por exemplo, o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que não é debitado há cinco anos, conforme informou a Federação dos Empregados Rurais e Assalariados do Estado de São Paulo (Faraesp).

A paralisação teve início nessa segunda-feira (17). Conforme o presidente da federação na região, Rubens Germano, o que motivou a interrupção nos serviços foi o atraso do salário do mês de maio, o qual só foi pago com o início da .  No entanto, durante a assembleia realizada hoje, os funcionários decidiram continuar com o protesto.

“O salário foi pago, mas falta receber uma diferença das férias, do transporte, da cesta básica, do 13º salário, do vencimento de fevereiro, além do reajuste salarial que não foi pago e da falta de equipamento de trabalhado, pois tem funcionário trabalhando de chinelo, os ônibus são sucateados e com os pneus carecas, não tem um equipamento de proteção”, reivindica Germano.

Além disso, conforme o representante dos trabalhadores, 25 funcionários foram demitidos nessa semana por justa causa. “Segundo apresentado pelos trabalhadores, os patrões disseram que as demissões foram feitas porque os funcionários não queriam trabalhar e que, caso a paralisação não termine, outros serão mandados embora”, relata.

Ainda nesta quarta-feira, os funcionários devem se concentrar em frente à usina e, a partir das 14h, uma comissão deve ir a Presidente Prudente para uma reunião no Ministério Público do Trabalho.

CRISE ANTIGA - Outras manifestações aconteceram entre o final do ano passado e o início deste ano por conta dos atrasos nos pagamentos dos funcionários. A crise financeira foi ocasionada depois dos maus resultados obtidos no ciclo 2012/2013, quando a unidade só conseguiu moer um terço (900 mil toneladas) da capacidade produtiva, que é de 2,5 milhões de toneladas.

Por este motivo, a empresa ainda passa pelo processo de recuperação. Além disso, a usina quase foi vendida este ano, quando duas empresas apresentaram propostas, mas acabaram desistindo da compra. A reportagem do iFronteira procurou a usina para falar sobre a crise atual, no entanto, sem sucesso.


Fonte: Gabriela Correia _ Do iFronteira.com

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