Porto Intermodal de Panorama é vistoriado
Nossa Lucélia - 09.06.2013
Antes de ser reativado, porto intermodal passará por testes
PANORAMA - O Porto Intermodal de Panorama recebeu, ontem, a visita do diretor do Departamento Hidroviário, Casemiro Tércio Carvalho. Acompanhado por representantes da Cooperativa de Indústrias Cerâmicas do Oeste Paulista (Incoesp), do Executivo e Legislativo municipais, o encontro tratou sobre a necessidade de adequação do porto para escoamento da produção do setor oleiro-cerâmico de Panorama e cidades vizinhas como Pauliceia, Ouro Verde e Presidente Epitácio pela Hidrovia Tietê-Paraná. De acordo com a Prefeitura, atualmente, o transporte é feito pela rodovia.
Por meio da Assessoria de Imprensa do Executivo, Carvalho defende a importância da produção das olarias regionais e reconhece a importância da operação do porto para fomento do setor e desenvolvimento. Ele considera que o transporte rodoviário tem ficado cada vez mais caro, principalmente depois da aprovação da medida que impõe período de descanso de seis horas para motoristas de caminhões e carretas. A intensificação da fiscalização do excesso de carga dos caminhões também coopera para a viabilidade do escoamento da produção por meio da hidrovia.
Carvalho aponta como vantagem da utilização do transporte hidroviário as longas distâncias como aquelas que saem de Panorama com destino a Bauru e Jaú, trazendo economia e com uma carga maior, eliminando por fim os caminhões das estradas. “A gente sabe que os moradores da região de Dracena e Panorama sofrem com o tráfego de caminhões nas rodovias e estradas vicinais. O objetivo do transporte hidroviário é tirar o caminhão da estrada”, diz.
PRÓXIMOS PASSOS - Com uma infraestrutura instalada adequadamente, será feita uma verificação pelo Departamento Hidroviário da profundidade no berço de atracação para saber se os comboios poderão atracar com segurança. “Faremos alguns embarques-testes. Conversaremos com a empresa que detém a concessão do Porto Intermodal do município para ver a possibilidade de fazermos um embarque-teste para medir em caráter experimental o tempo de carga e descarga, produtividade, custos, antes de iniciar uma operação de larga escala”, explica o diretor.
O diretor da Incoesp, Milton Salzedas, expõe que a cooperativa está engajada nesta proposta que pode ajudar o setor oleiro-cerâmico a chegar nas grandes capitais, reduzindo custo de transporte.
Com a hidrovia, a Incoesp, acredita que o setor deve alcançar outros Estados como Goiás, gastando menos. De acordo a entidade, atualmente, a produção industrial em Panorama gira em torno de 50 milhões de peças (tijolos, laje e telha). O material é distribuído em um raio de até 450 quilômetros, incluindo as regiões de Bauru, Botucatu e São José do Rio Preto.
TRANSPORTE EM POTENCIAL - Além da hidrovia, várias entidades e autoridades políticas se articulam para a reativação do transporte ferroviário. Conforme publicado em O Imparcial, a Concessionária Valec se comprometeu a estudar o pedido de reformulação da Ferrovia Norte-Sul para incluir a região de Presidente Prudente no traçado oficial. O que tem atraído a empresa a aceitar o projeto é o aspecto econômico, cujo cálculo inicial estima redução de até R$ 4 bilhões no valor final da obra.
Ontem, o deputado Mauro Bragato (PSDB) informou que recebeu ofício da presidência da Valec, que considerou as contribuições apresentadas na reunião da Frente Parlamentar das Ferrovias, em abril deste ano, e no encontro em Brasília (DF), no dia 21 de maio. A concessionária reafirmou que as propostas serão analisadas para definir o traçado da Ferrovia Norte-Sul na região. De acordo com o parlamentar, no documento, a empresa afirma que a proposta de utilização da ponte sobre o Rio Paraná, na altura da barragem da Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (Primavera) elimina a construção de uma quarta travessia sobre o rio. “Será analisado, portanto, o novo cenário para definição do traçado da ferrovia em função dos impactos que os custos e benefícios de utilizar tal ligação entre os Estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo trazem para os empreendimentos”, relata.
Fonte: Do Jornal O ImparcialVoltar para Home de Notícias
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