Trânsito da região de P. Prudente é o 3º mais violento do Estado
Nossa Lucélia - 28.05.2013


Estudo da Fundação Seade aponta que os municípios do Oeste Paulista registram taxa de 29,18 óbitos em acidentes por 100 mil habitantes

REGIÃO - Estudo realizado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) aponta que a Região Administrativa de Presidente Prudente possui a terceira maior taxa de mortalidade por acidentes de trânsito do Estado de São Paulo, com um índice de 29,18 óbitos por 100 mil habitantes. Os números são de 2011, dado mais recente disponível.

Entre as 15 regiões administrativas do Estado, a maior taxa está na área de abrangência de Registro, no Vale do Ribeira, com 34,14 mortes/100 mil habitantes. Em segundo lugar, aparece a Região Administrativa de São José do Rio Preto, onde são registradas 30,62 mortes a cada grupo com a mesma quantidade de pessoas.

O menor índice está na Região Metropolitana de São Paulo, que contabiliza 13,56 mortes/100 mil habitantes. A taxa constatada no Estado em 2011, segundo a Seade, corresponde a 19,2 óbitos por 100 mil habitantes.

“A prevenção das causas externas deve envolver não somente a saúde pública, mas também a segurança pública, a educação, a promoção social e, ainda, o interesse de todos os cidadãos”, avalia o estudo, divulgado na semana passada e intitulado “O Perfil das Mortes por Acidentes de Transporte no Estado de São Paulo”.

A análise mostra que os acidentes no Estado se concentram, temporalmente, nos fins de semana e, geograficamente, nas cidades cortadas por rodovias. Segundo a Seade, as mortes no trânsito ocorrem mais entre homens do que entre mulheres e os atropelamentos são mais frequentes entre as pessoas mais velhas, ao passo que os acidentes de motocicleta atingem os grupos mais jovens.

Os dados ressaltam, também conforme a Seade, a relevância de medidas preventivas, com destaque para a fiscalização no trânsito.

Na avaliação do estudo, “o aumento no número de motos no Estado também é um fator que merece atenção diante dos riscos decorrentes de sua condução, o que exige fiscalização mais constante”.

A pesquisa sugere que, “com legislação mais rigorosa, manutenção e melhoria das rodovias e vias, fiscalização reforçada por parte dos órgãos federais, estaduais e municipais, maior segurança dos veículos, vistoria mais rígida dos veículos e equipamentos de segurança para os pedestres e motociclistas, espera-se redução considerável nas taxas de mortalidade dos acidentes de transportes nos próximos anos”.

Confira na tabela a seguir os resultados da pesquisa da Fundação Seade para as regiões administrativas do Estado de São Paulo:




Fonte: Gelson Netto _ Do iFronteira.com

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