Lucélia coleta sangue de cães para diagnosticar leishmaniose
Nossa Lucélia - 22.05.2013
Somente no ano passado, 350 animais apresentaram resultado positivo para a doença no município
LUCÉLIA - O Centro de Controle de Zoonoses de Lucélia deu início nesta semana à coleta de sangue dos animais da cidade. As autoridades estão preocupadas com a leishmaniose, já que desde 2005 foram registrados 29 casos em humanos e uma pessoa morreu. Em 2013, uma criança também foi diagnosticada com a doença.
A diretora da Vigilância Sanitária, Rosemar Gaparoto Lopes, explica alguns sintomas da doença nos humanos. “A pessoa tem um emagrecimento muito rápido, febre normalmente ao cair a tarde, em horários meio que marcados, aumentos de órgãos internos como fígado e baço”, afirma.
No ano passado, cerca de 2.500 cães tiveram o sangue coletado para análise da doença no município. Desses, 350 apresentaram resultado positivo e 80% deles foram sacrificados. Outros morreram naturalmente e alguns donos brigam na Justiça para que os animais não sejam mortos.
“Nos animais não há tratamento, há pessoas que defendem o tratamento, mas não há, tem que sacrificar”, enfatiza Rosemar.
Os agentes do CCZ vão de casa em casa para realizar a coleta de sangue. Durante o trabalho, a equipe verifica as condições do ambiente, se são propícios ou não para a proliferação do mosquito transmissor da leishmaniose. A casa do aposentado Laelson dos Santos passou pela inspeção.
“A gente precisa estar preparado, saber o que se passa com os animais, saber sobre as doenças, porque a gente tem a criação, a gente tem que cuidar bem”, enfatiza o morador.
O inquérito canino na cidade vai até o final do ano. A melhor forma de prevenção é limpar os quintais ou terrenos. Em locais limpos e sem mosquito palha, não há doença.
Fonte: Do iFronteira.comVoltar para Home de Notícias
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