Polícia Militar já opera com bafômetro em Parapuã
Nossa Lucélia - 09.05.2013
PARAPUÃ - O rigor da chamada tolerância zero da lei seca que pune condutores que dirigem após ingerir bebida alcoólica em qualquer quantidade começa a chegar também à maioria das cidades do País. Em Parapuã a Polícia Militar (PM) está operando o etilômetro digital, desde o mês passado. O equipamento popularmente chamado de bafômetro detecta a partir do hálito (bafo) do condutor a quantidade de álcool que ele tem na corrente sanguínea.
De acordo com o comandante do 7º Pelotão de Polícia Militar local, Sargento PM Nivaldo Fernandes, o novo serviço operado pela PM não representa nenhuma caça as bruxas. “Está mais do que provado que afastar motoristas embriagados do volante faz bem para a integridade e a vida de milhares de pessoas.
Na prática, a nova regra da tolerância zero inverteu os papéis. Agora é motorista quem tem que provar para o Estado (através do agente de segurança) que não está embriagado, porque diversas outras ferramentas – incluindo o testemunho do policial e de cidadãos civis – constam como prova aceita e só o exame pode provar que não. E a Polícia Militar está apenas cumprindo a lei. Sempre que houver uma suspeita ou uma denúncia, ela será apurada, através do equipamento adequado”, comentou o Sargento.
MULTA PESADA - Segundo o comandante, no exame de sangue, nenhuma quantidade de álcool é tolerada. A partir de 0,05 mg/l no bafômetro, o motorista responderá por infração de trânsito gravíssima. A multa é de R$ 1.915,30, e o condutor fica proibido de dirigir por um ano. Se o bafômetro marcar a partir de 0,34 mg/, além de tudo isso, o motorista responderá a processo por crime com pena de seis meses a três anos de prisão.
A resolução do Conselho Nacional de Trânsito também regulamentou uma grande mudança: vídeos, depoimentos de testemunhas e os relatos da fiscalização valerão como prova contra os condutores com sinais de embriaguez.
Segundo a nova regra, o agente pode relatar sinais como sonolência, soluços, dificuldade para falar e falta de equilíbrio, mas só um indício não vale. É preciso haver um conjunto de sinais de que o motorista bebeu. Tudo deverá ser detalhado e assinado pelo policial ou agente de trânsito em um formulário. “Se negando a fazer o exame, o condutor é automaticamente encaminhado a Delegacia”.
A lei não abre exceção. Por isso, não há garantia de que um bombom de licor ou um remédio possam fazer disparar o bafômetro. Por isso, o conselho de especialistas é nunca combinar direção com qualquer quantidade de álcool. “Todos aqueles que fizerem uso de substâncias que contenham álcool ou bebidas alcoólicas, vão sofrer algum tipo de alteração, em maior ou menor proporção. Simplesmente não deve dirigira”, explica Nivaldo Fernandes.
Fonte: ParapuãNet / Bastos JáVoltar para Home de Notícias
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