Osvaldo Cruz melhora situação do aterro, mas ainda há problemas
Nossa Lucélia - 07.05.2013
Cetesb chegou a notificar o município e deu três meses para providências serem tomadas
OSVALDO CRUZ - A cidade de Osvaldo Cruz ainda vive problemas com o depósito inadequado do lixo urbano. Atendendo a um prazo da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que notificou o município pela situação, a Prefeitura buscou alternativas. Apesar da nova área onde será construído o aterro já ter sido comprada e licenciada, o município alega que falta verba para a obra, que deve custar quase R$ 4 milhões.
Desde o início do ano, já houve melhora no lixão do município, mas, a solução definitiva ainda não chegou. Hoje já é possível ver uma esteira e uma pá carregadeira trabalhando no aterro e pessoas separam os diferentes tipos de lixo. Isso só foi possível depois da Cetesb notificar o município sobre os problemas na área.
A Companhia deu três meses para o município tomar providências porque o local está no limite máximo permitido para o armazenamento de lixo. O prazo venceu e algumas medidas foram realizadas.
“Com isso, tivemos mais espaço reservado para essa área, que é do lixo doméstico, onde há mais problemas. Não posso dizer qual a vida útil dele, mas há bastante espaço, desde que não haja a mistura de lixo que estava acontecendo”, explica o secretário de Meio Ambiente do município, Luiz Baptista Júnior.
Na época, todo resíduo que chegava à usina de lixo, compostagem e reciclagem da cidade, era depositado em uma área sem passar por qualquer tipo de processo de separação do material e tudo era enterrado. Atualmente, isso não ocorre mais. O lixo orgânico agora é depositado na vala. Para outro local são destinados os galhos de árvore. Já entulhos e madeiras, são colocados em outro espaço.
“A forma adequada seria a disposição de valas que precisam ser revestias com a manta de PVC, tudo de acordo com as normas da Secretaria do Meio Ambiente e dos órgãos fiscalizadores”, salienta a diretora do Meio Ambiente do município, Roseli Batista Nogueira.
Todos os dias vão para o aterro mais de 30 toneladas de resíduos que a população de Osvaldo Cruz produz. Mas, o destino do material doméstico é irregular e para o munícipio regularizar essa situação seria necessário que o novo aterro já estivesse funcionando ou todo o material produzido fosse levado para uma cidade vizinha, onde exista uma área licenciada pela Cetesb, o que gera custo.
“Se nós fôssemos deslocar esse material para outro município, nós teríamos um custo de R$ 2 por munícipe. Isso a longo prazo, um ano por exemplo, haveria um gasto aproximadamente de R$ 500 mil, dinheiro que pode ser revertido no próprio aterro”, fala a diretora.
O lixão existe há quase 30 anos. Segundo Júnior, a nova área onde será construído o aterro já foi comprada e licenciada pela Cetesb. Mas, o que falta agora é dinheiro. A obra deve custar quase R$ 4 milhões. A situação é preocupante, mas ele diz que está em busca de recursos para solucionar o problema.
“Estamos buscando junto aos órgãos públicos uma maneira de conseguir esse dinheiro para começar a fazer isso. Mas, não existe prazo”, informa o secretário do Meio Ambiente.
A produção do SPTV fez contato com a Cetesb para saber o posicionamento da Companhia sobre o assunto, mas, até a publicação desta reportagem, não houve resposta.
Fonte: Do iFronteira.comVoltar para Home de Notícias
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