Prejuízos causados pelas chuvas em Tupã chegam a R$ 9 milhões
Nossa Lucélia - 09.04.2013
TUPÃ - O prefeito Manoel Gaspar acionou a Defesa Civil e decretou estado de emergência para o governo do Estado sobre os danos causados pelas chuvas dos últimos dias. O temporal de sábado, dia 6, deixou cerca de 22 pontos alagados em Tupã.
Ainda no sábado, o prefeito convocou os secretários para organizar a assistência à população. Com o decreto, a prefeitura irá pleitear recursos do governo Estadual e poderá contratar empresas de forma mais rápida para fazer os reparos. Estimativas ainda não oficiais apontam que os prejuízos causados pelas chuvas podem ultrapassar R$ 9 milhões. “Estamos trabalhando em todas as frentes para minimizarmos o problema. Não é momento de pôr a culpa em ninguém. A chuva foi anormal”, disse Gaspar.
O Major Flávio da coordenadoria regional da Defesa Civil disse que as chuvas foram de proporção muito grande e desencadearam vários fatos inéditos. “Embora os danos tenham sido grandes, felizmente não tivemos vítimas. Ninguém morreu ou se machucou”, comentou.
Ele disse também que é importante que as pessoas evitem áreas de risco em tempos de chuva. “Nós viemos para dar um suporte e entrar com o apoio da coordenadoria Estadual da Defesa Civil. Vamos estruturar, aperfeiçoar e treinar os agentes do município para atender ocorrências dessa natureza”, destacou.
O secretário Municipal de Planejamento e Infraestrutura, Valentim Bigeschi, informou que a chuva do final de semana deixou mais de 22 pontos alagados. Os danos causados pelas chuvas atingiram praticamente toda a cidade, desde o conjunto habitacional Jamil Dualibi até a rua Brasil.
Na rua Aimorés, a água que desce pelo braço esquerdo do Córrego Afonso XIII, que corta a cidade de Tupã, passou por cima da ponte, derrubou um poste e levou toda a terra do estacionamento do Clube dos Comerciários. No local ficou uma grande cratera.
Na rua Tocantins, os problemas de uma caixa de contenção de água na boca do tubo Armco, não suportou o volume de água, que invadiu a praça dos 500 anos e o Centro de Saúde Francisco Spadaro Jr. Além disso, no local ficou um buraco de pelo menos 70 metros de largura.
Defronte o supermercado Gaspar as águas invadiram novamente a rua, porém não causaram tantos danos quanto as chuvas de terça-feira última. Casas foram invadidas pelas águas em vários locais, como na rua Miguel Gantus (centro) e rua Jorge Elias (Vila Marajoara).
O Córrego Afonso XIII transbordou e acabou destruindo as encostas. Pontos como baixada da Caingangs, rua Marília, também ficaram bem comprometidos. “Esperamos que ate o final de semana que as áreas afetadas estejam regularizadas”, falou.
Segundo Valentin, a prefeitura vem se empenhando em realizar obras de correção para minimizar os danos. Ele disse também que as obras de macrodrenagem serão retomadas em breve. A empresa já foi notificada para reavaliar o projeto e entrar com providência. Além de problemas na zona urbana da cidade, também causaram a interrupção da vicinal que liga Tupã a Quatá.
Uma rede de tubos que existia no quilômetro cinco, no município de Tupã, da vicinal foi levado pelas águas. Os problemas já tinham sido registrados no dia anterior, com o início da erosão de um dos lados da via. A vicinal afunila-se no local em que ocorreu a erosão e não há acostamento. Até o momento não há um desvio que possibilite o acesso do outro lado da vicinal. A alternativa é passar por Herculândia e ir até a Varpa e de Varpa à cidade de Quatá.
Fonte: Jornal Folha do Povo (Tupã) / Bastos JáVoltar para Home de Notícias
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