Pároco apresentou CF 2013 na Câmara Municipal de Tupi Paulista
Nossa Lucélia - 26.02.2013



TUPI PAULISTA - Ontem, segunda-feira (25), o Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Glória de Tupi Paulista, Pe. Valdo Bartolomeu de Santana, esteve na Câmara Municipal acompanhado pela Equipe Paroquial da CF para apresentar a Campanha da Fraternidade 2013 que tem o objetivo focado na juventude.

Com o Tema: Fraternidade e Juventude e o Lema: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,9), Pe. Valdo discorreu sobre o que é a Campanha da Fraternidade, seus objetivos gerais, quaresma e a Dimensão social da conversão.

OBJETIVO GERAL:
Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
a) Propiciar aos jovens um encontro pessoal com Jesus Cristo a fim de contribuir para sua vocação de discípulos missionários e para a elaboração de seu projeto pessoal de vida;

b) Possibilitar aos jovens uma participação ativa na comunidade eclesial, que lhes seja apoio e sustento em sua caminhada, para que eles possam contribuir com seus dons e talentos;

c) Sensibilizar os jovens para serem agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor e do bem comum.

O texto base (TB) que foi doado ao Poder Legislativo tupiense, está dividido em três partes, correspondendo ao método ver – julgar – agir.

A PRIMEIRA PARTE
(TB, 5-121; pp. 9-45) intitula-se Fraternidade e Juventude e, em três tópicos, mostra-se a realidade, sublinhando o impacto da mudança de época, a cultura midiática e o fenômeno juvenil.

O impacto da mudança de época enfraquece e altera muitos paradigmas tradicionais, sobretudo os culturais. As relações entre as pessoas tornam-se pragmáticas, alteram-se os papéis tradicionais de homens e mulheres, de pais e escolas, fragilizam-se os laços comunitários e impõem-se o relativismo, o individualismo, a competição em todas as áreas, a autonomia e a subjetividade extrema, a fragilidade das Instituições, o relativismo privado, etc.

A cultura midiática, com a comunicação mais ágil e interativa cria “ambiência midiática”, um novo modo de se relacionar, de se comunicar, dominado pelos jovens (são protagonistas nisso!), com nova maneira de se relacionar na família, de abordagem nova na educação, de visão planetária, aberta à solidariedade, mais crítica... Mas é alarmante a exclusão digital!

Há, porém, diversidade de jovens! A mídia ora os apresenta como modelos (comerciais), ora como violentos, descompromissados, desordeiros, libertinos, voltados às drogas... A subjetividade, marca desta época, revela-se na constituição de uma vida, de uma existência, de uma pessoa, ou seja, nos modos de ser, de estar e de se relacionar com o mundo e com as outras pessoas... Há formas variadas de associação de jovens, as “tribos”, os grupos religiosos, ecológicos, de afirmação da identidade, folclóricos e artísticos, de redes sociais... Há novas linguagens... Há desigualdades juvenis, de renda, de espaços urbanos, de escolaridade, de trabalho e gêneros, de estruturação familiar, com reflexos nos povos tradicionais (negros, quilombolas, indígenas...), exclusão social, violência.

A SEGUNDA PARTE
(TB, 122-237; pp. 47-84), intitulada “Eis-me aqui, envia-me”, pretende aprofundar o tema da juventude à luz das Sagradas Escrituras, da Tradição e do Magistério da Igreja.

Das Sagradas Escrituras lembram exemplo de jovens, chamados por Deus, que cumpriram exemplarmente sua vocação e são propostos como modelos aos jovens de hoje. Do AT: a jovem Rebeca (Gn 24), José do Egito (Gn 41, 1-57), Samuel (lSm 3,20, Davi (1Sm 16,1-13; 17,31-33.42); Salomão (1Rs 3,24-28); os sete jovens irmãos do Segundo Livro dos Macabeus (2Mc 7,1-42); Ester (Est 8-9); Daniel (Dn 13,45-61); Ezequiel (Ez16, 1-63); Isaías (Is 6,8)... Do NT: Jesus Cristo, Maria, Marcos e Paulo... Da história da Igreja, apresentam-se na AL, Pe. José de Anchieta, Pe. Antônio Vieira, Pe. Manoel da Nóbrega, Bartolomeu de Las Casas... E os santos e santas: Santa Inês, São Domingos Sávio, São Luís Gonzaga, Beata Albertina Berkendrockm, Beata Chiara Luce Badano, Beata Laura Vicuña, Beato Píer Giorgio Frassatti, Beato Zeferino Namuncurá...

A seguir o texto expõe o que os jovens são chamados a ser: seguidores de Cristo, com experiência de encontro com Ele, pelo discipulado, como Caminho, Verdade e Vida, assumindo a missão..., que eles estão no coração da Igreja, que a juventude é lugar teológico, que a Igreja tem opção afetiva e efetiva pelos jovens, que há, para jovens, espaços eclesiais para seu protagonismo, cujo horizonte é o Reino de Deus. Lembra a experiência da Igreja do Brasil com a pastoral dos jovens, que o lema da CF demonstra a aposta no jovem, com seu protagonismo que dê sentido para a vida, que gere comunidade, que proporcione experiência religiosa, compromisso na sociedade e justa relação entre fé, razão e ciência.

A TERCEIRA PARTE
(TB, 238-335; pp. 85-120), intitulada Indicações para Ações Transformadoras, propõe: conversão aos jovens, abertura da sociedade aos jovens, sendo eles protagonistas da evangelização e artífices da renovação social, abrindo-se ao novo, recriando relações significativas com Deus, em vida comunitária; recriando relações de gratuidade para uma postura afetivo-construtiva, de transformação da sociedade, para além da razão instrumental...

Do lema “Eis-me, aqui, envia-me”, sublinha-se que o protagonismo dos jovens é para o bem de todos, em âmbito pessoal e social, sugerindo várias pistas de ação.

JOVENS - QUAL A FAIXA ETÁRIA
- Organização Internacional da Juventude - 15 a 24 anos;
- Brasil - Lei 11.129 - 30/06/2005 - 15 a 29 anos;
- O país conta com aproximadamente 50 milhões de jovens.

DADOS IMPORTANTES:
· Apenas 13% dos jovens têm acesso à universidade;
· Cerca de 30% dos estudantes não concluem o Ensino Médio;
· 70% dos presidiários estão entre a faixa etária de 18 a 29 anos;
· O Brasil tem 549.577 presos, mas apenas 51.722 estudam (9,4%);
· 50% dos presos brasileiros não completaram o ensino fundamental. Apenas 0,4% têm ensino superior;
· Quantos jovens têm em Tupi Paulista? Quais os desafios para nossos jovens?
· Desemprego? Desestruturação familiar? Lazer? Formação profissionalizante?
· Cultura? Alcoolismo? Drogas?

QUAIS SÃO AS PISTAS DE AÇÃO PARA A NOSSA JUVENTUDE?
- Valorizar as famílias como células da sociedade. Em que o jovem tenha as condições necessárias para seu desenvolvimento humano e espiritual;
- Suscitar oportunidades de formação humano-afetiva aos jovens, na escola, nas paróquias, nas universidades, nas organizações públicas e não governamentais;
- Incentivar as artes: música, teatro, poesia, cinema, esportes, dança. A imagem exerce um verdadeiro fascínio no povo brasileiro;
- Provocar o debate e consolidação de mecanismos institucionais que consolidem a efetivação dos direitos dos jovens em suas distintas realidades;
- Reivindicar que os poderes públicos assegurem mecanismos para o protagonismo dos jovens, desde o levantamento de demandas, elaboração e efetivação das políticas públicas, até a fiscalização e avaliação;
- Fomentar a participação dos jovens nos Conselhos de direitos e espaços de controle das políticas públicas de juventude;
- Desenvolver mecanismos de denúncia de violação dos direitos da juventude; do abuso infantil, do trabalho escravo, do tráfico de drogas; da facilitação de acesso ao consumo de álcool aos menores;
- Criar a Secretaria da Juventude;
- Elaborar projetos que envolvam a juventude: esportes, cursos profissionalizantes, projetos ecológicos, culturais e em defesa da vida e da solidariedade.

Ao final da apresentação os vereadores se manifestaram favoráveis e apoiando a iniciativa da Igreja Católica através da manifestação do Pároco e da Equipe da Campanha da Fraternidade de Tupi Paulista, além de se comprometerem em tratar com carinho o assunto que deve pautar outras discussões e iniciativas da Casa de Leis.


Fonte: Luciano/PASCOM

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