Instalação irregular deixa Parapuã sem os recursos federais do 'Cras'
Nossa Lucélia - 07.02.2013


Em busca de dinheiro para construir uma nova sede do programa, e outros benefícios, Samir entrega lista de pedidos ao deputado federal João Dado (PDT)

PARAPUÃ - O município de Parapuã continua sem receber nenhum centavo do PAIF – o programa de Proteção e Atendimento Integral à Família, uma verba anual de R$ 54 mil que é repassada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), aos municípios que mantém regularmente o Cras – Centro de Referência de Assistência Social.

Apesar de instalado desde 2011 e prestando atendimento a cerca de 700 famílias, o Cras parapuense, desde a sua instalação, apresenta uma série de irregularidades, desde as instalações físicas até a prestação de informações e 'alimentação de dados' no sistema nacional.
“Temos uma série de incorreções, apontadas pelo MDS, que faz com que, para o Governo Federal, o Cras de Parapuã não exista e por isso não recebe nenhum recurso”, explica a diretora de Promoção e Assistência Social do município, a psicóloga Mariane Marques.

RESOLUÇÃO 06 - Segundo ela, as irregularidades vão desde a necessidade de uma sede exclusiva para o programa, até o respeito a exigências básicas de acessibilidade ao local; Até a placa de identificação do programa, na entrada do prédio, está em desacordo com a Resolução 06/2008, que estabeleceu as normas do programa. “Essas são as principais, mas os apontamentos do Ministério são vários”, completa Mariane. Uma das primeiras dificuldades, já solucionadas pelo município diz respeito ao número de funcionários necessário para o andamento dos trabalhos.

Conforme a diretora, desde o ano passado, dentro do que foi possível fazer, Parapuã já vem 'alimentando o sistema' com as informações exigidas pelo programa. “Na verdade, isso não resolve enquanto o Cras de Parapuã não cumprir todas as exigências. Teremos, na prática, que começar do zero, ou com uma sede própria, exclusiva ou com a readequação do que temos aqui”, completa a diretora.

O Cras de Parapuã está instalado em parte do prédio do antigo Roupeiro Santa Rita de Cássia, na esquina da Rua Goiânia com a Avenida Pernambuco. “Infelizmente esse é mais um trabalho feito de qualquer jeito, na administração passada. Mas agora não dá mais pra ficar procurando culpados. Nós vamos resolver. É pra isso que recebemos o voto do povo de Parapuã”, arremata o prefeito Samir Alberto Pernomian (PP).

SEDE PRÓPRIA - E uma verba de R$ 250 mil para a edificação e montagem de uma sede própria para o Cras, está entre os pedidos entregues, em Brasília, pelo Prefeito Samir Pernomian, semana passada.

Em visita ao gabinete do deputado federal João Dado (PDT), Samir, pediu a, além dessa verba para a futura sede do Cras, a intervenção do parlamentar para a inclusão de Parapuã nos programas federais '2º Tempo' e 'Pelc – Programa Esporte e Lazer da Cidade', que são mantidos pelo do Ministério dos Esportes.

Segundo o Ministério, o Pelc visa “promover o desenvolvimento de atividades educativas de esporte recreativo e lazer, incluindo o de criação nacional e de identidade cultural, para crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e pessoas com deficiências, em núcleos com atividades sistemáticas como oficinas de esporte recreativo, jogos danças, ginástica, teatro, música, orientação a caminhada, capoeira e outras dimensões da cultura local, bem como a organização popular, na realização de macros eventos de lazer”.

SAUDE E TRABALHO - Também ao deputado João Dado, Samir solicitou da União, mais uma unidade da Academia Saúde (a primeira já está sendo instalada no Clube da Piscina) e – no Ministério da Saúde – os recursos para implantação de uma Sala de Estabilização, equipamento que está ligado ao funcionamento, na cidade, de um dos núcleos regionais do Samu – Serviço de Atendimento Móvel de Urgências e que deverá ser instalado em sala anexa a Santa Casa.

Samir também pediu gestões do deputado Dado, junto ao governo do Estado para duas reivindicações. A primeira delas é o programa 'Frente de Trabalho', pelo qual o governo disponibiliza recursos que o município administra contratando equipes de trabalho por prazo determinado de 9 meses, ao mesmo tempo em que esses trabalhadores são submetidos a curso de formação e capacitação (leia texto anexo).

O outro pedido de serviço estadual é o Pat – Posto de Atendimento ao Trabalhador, mantido pela Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, que atua na busca de alternativas para a inserção dos trabalhadores no mercado de trabalho, propiciando informações e orientações ao trabalhador na procura por emprego e, aos empregadores, na busca de recursos humanos, promovendo o encontro de ambos de maneira ágil, minimizando o custo social causado pelo desemprego.

“Tivemos uma excelente recepção do deputado João Dado e temos a certeza de que ele estará intercedendo por esses nossos pedidos – tanto em Brasília quanto em São Paulo – em favor da melhoria de condições de vida do povo parapuense”, completou o Prefeito Samir.


Fonte: Nilton Mendonça / AGREGARE - Comunicação Integrada

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