Família se recusa a sair de casa ameaçada de desabamento
Nossa Lucélia - 17.01.2013


Avó confessa que são dez pessoas que passariam a morar na mesma casa

OSVALDO CRUZ – Um drama social. É assim que pode ser classificado o quadro de duas de sete famílias mais ameaçadas numa área às margens da rua Augusta na Vila Esperança em Osvaldo Cruz. A casa de Cíntia Ferreira já teve parte do alicerce comprometido pelas intensas chuvas desta semana.

A saída foi todos irem para a casa da avó, dona Luzia Ferreira, que fica a menos de 20 metros da residência ameaçada.  O problema é que a casa de dona Luzia também está na mesma situação, assim como de pelo menos outras cinco famílias vizinhas.

As residências são de madeira e a maioria tem os alicerces de tijolos já bastante comprometidos.

Na casa da mãe moram seis pessoas. Na residência da filha são mais quatro. Com a interdição da casa o número foi para dez após a chegada da filha: o genro e mais dois netos. "A família teve de dormir no chão", disse Cíntia, que preferiu retornar à antiga casa mesmo interditada pelo Corpo de Bombeiros.

A mulher alega não ter para onde ir. Ela espera a doação de roupas, colchões, toalhas de banho e roupas de cama. Ela mora na rua Augusta, 317, na Vila Esperança. 

FAMÍLIAS ESPERAM MORADIAS - A mãe de Cíntia, Luzia Ferreira, pede moradias possam ser entregues aos moradores.”Eu queria uma casa para ao menos poder dormir e acordar em paz”, diz. Segundo ela, o telhado das casas é precário e causa goteiras todas as vezes que chove. Até a manhã de hoje, a filha permanecia em sua casa.  

COMISSÃO MUNICIPAL DE DEFESA CIVIL - Procurada, a Presidente da Comissão Municipal de Defesa Civil, Cássia Andrea Ottoboni Lutz relatou ter oferecido à família um espaço no Centro Comunitário da Vila Califórnia.

"Também estamos assistindo as famílias com alimentação e assistência social, mas a mulher preferiu ficar com a mãe. Há  perigo de desabamento", afirmou Cássia Andrea.

O principal problema do caso está na presença das duas crianças em uma área de risco. Assim, a Promotoria da Infância e da Juventude poderia ser comunicada a intervir no caso.

"A saída será ajudar a família com a construção de uma moradia, mas isso demanda algum tempo. Até lá oferemos a oportunidade de acolher essa família no Centro Comunitário e posteriormente com uma moradia temporária", completou Cássia.


Fonte: OCnet _ Foto: Giuliano Panvéchio




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