IBGE esclarece críticas e dúvidas sobre resultado do censo demográfico de 2010 em Adamantina
Nossa Lucélia - 17.01.2013
Segundo João Carlos Rodrigues, esta análise é válida para todos os municípios pertencentes à jurisdição da Agência Adamantina
ADAMANTINA – Inúmeros são os questionamentos, críticas e dúvidas quanto ao resultado populacional no município de Adamantina. De uma forma bem objetiva, tranqüila, serena e responsável, o Sr. João Carlos Rodrigues - Técnico em Informações Estatísticas e Geográficas - (foto), faz uma análise bem objetiva e rápida sobre o Censo 2010.
O assunto mais discutido pela sociedade civil, é a quantidade de novas residências edificadas, e que a população não evolui ou não acompanha este crescimento imobiliário.
Adamantina registrou no Censo Demográfico de 2000: 11.126 domicílios, e no Censo de 2010,12.756 residências. Realizando um calculo rápido, nota-se que entre um censo e outro, ocorreu um aumento de 1.630 domicílios. Lembrando que em 2000 existiam 989 domicílios na zona rural, sendo que em 2010 eram 814, registrando uma diferença negativa de 175 unidades. Outro resultado importante e negativo para a zona rural é o quantitativo de domicílios de uso ocasional na zona rural (sem moradores), em 2000 eram: 80, sendo que em 2010 foi registrado 132 domicílios.
Após essa análise, é fácil concluir porque Adamantina que teve uma população rural de 25.122 habitantes, e atualmente possui 1.849 moradores. Torna-se fácil verificar o crescimento imobiliário na zona urbana, porém, é necessário que os críticos também fizessem essa verificação na área rural.
O Censo 2010 demonstrou claramente que o aumento de domicílios urbanos é real e isso foi contabilizado no levantamento. O censo 2010 registrou também, 342 unidades em construção, e posso afirmar que aproximadamente 80% delas, é para a finalidade de moradia.
Outra significativa ocorrência é quanto aos domicílios de uso ocasional no perímetro urbano, em 2000 constou 146 domicílios, para quase triplicar em 2010: 410. São domicílios sem moradores: república de estudantes, famílias que migram para outros municípios, domicílios que morava apenas uma pessoa, geralmente idosa, que passa a residir nas residências dos filhos ou outros parentes, porque necessitam de cuidados especiais, essas unidades apesar de estarem com todo o mobiliário, por opção dos proprietários não são locados, e ou vendidos.
Deve ser registrado tambem a quantidade de domicílios vagos existentes, que na zona urbana que está em 6,32% do total de moradias urbanas, sendo que na zona rural este índice é maior 14,74%. Em quase toda a totalidade destes novos domicílios surgidos entre os censos de 2000 e 2010, tratam-se de moradores do próprio município que apenas remanejaram seus locais de habitação. São pessoas que pagavam aluguel, famílias conviventes num mesmo domicílio que optaram pela independência e casais que constituem famílias e financiam seu próprio imóvel.
A confirmação da existência desse remanejamento é que em 2000 o número médio de pessoas residentes nos domicílios era de 3,35, na contagem em 2007: 3,07 pessoas e no censo de 2010: 3 moradores. Não tenham dúvidas que no próximo levantamento populacional essa média será menor.
Pode-se afirmar que esta análise é válida para todos os municípios pertencentes à Agência Adamantina (Flora Rica, Flórida Paulista, Inúbia Paulista, Irapuru, Lucélia, Mariápolis, Osvaldo Cruz, Pacaembu, Pracinha Sagres e Salmourão), logicamente que os números são proporcionais ao quantitativo populacional de cada cidade.
Fonte: João Carlos Rodrigues (Técnico em Informações Estatísticas e Geográficas)
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