Secretário faz comparações e ataca administração anterior
Nossa Lucélia - 15.01.2013




ADAMANTINA – Em entrevista concedida às emissoras de rádio de Adamantina na terça-feira (8), o secretário municipal de gabinete Luiz Carlos Galvão fez comparações em relação ao modo de trabalhar da equipe do ex-prefeito Kiko Micheloni para com a forma de atuar do chefe do executivo em exercício, Ivo Santos, e também, disparou várias críticas contra a administração anterior.

Galvão começou falando sobre a quantidade de cidadãos que compareceram ao gabinete nos primeiros dias do mandato. “As pessoas eram praticamente proibidas de vim aqui. O que eles atenderam em um ano, nós atendemos em cinco dias de trabalho (645 pessoas). E as pessoas vêm somente para verificar se as portas estão mesmo abertas, se realmente saímos de um governo de arrogância para um governo democrático, que aceita a presença do povo, sugestões e críticas”.

No setor da Saúde, o secretário municipal fez questão de lembrar que existem pessoas esperando uma consulta de oftalmologia há dois anos. “Neste tempo eles não conseguiram colocar um oftalmologista no Posto de Saúde. E não são casos de cirurgias, mas sim de um simples tratamento”. Galvão anunciou ainda que apartir da semana que vem um segundo plantonista será disponibilizado no Pronto Socorro. “Além disso, os dois profissionais passarão a ganhar R$ 1.000,00, que hoje recebem R$ 650,00. E em fevereiro, os remédios (de uso continuo) serão entregues, de moto, na casa do paciente. O que não foi feito em oito anos, porque havia gente da alta sociedade sendo privilegiada, que recebia remédio na sua residência e entregue pelo ex-secretário, enquanto gente pobre e humilde era escorraçada... Sem contar que antes as pessoas chegavam de madrugada e eram proibidas de adentrar no Centro de Saúde, mesmo para não ficar no relento. E agora os portões estão abertos”.

Antes de encerrar a entrevista, o representante da atual administração deixou algumas perguntas no ar: “Por que, em oito anos não fizeram uma UTI na Santa Casa, não contrataram um médico, não fizeram uma casa popular, não construíram creche. E também por que não compraram um livro para a Biblioteca? Que Cultura é essa que só trouxe coisa enlatada? Cadê a Folia de Reis, as serenatas, a Cultura Popular na cidade? Essa é a Cultura da política do 25”.

Fonte: Folha Regional




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