Presidente Prudente pode ficar ainda mais quente
Nossa Lucélia - 13.01.2013




PRESIDENTE PRUDENTE – Ar condicionado se torna item quase obrigatório para quem anda de carro em Presidente Prudente. Piscina, então, deixa de ser objeto de luxo. E um sorvetinho de vez em sempre ajuda a dar aquela refrescada. Já é característica da cidade ter temperaturas elevadas, mas ela está propensa a ficar mais quente a cada ano, de acordo com acompanhamento feito pela Estação Meteorológica da Unoeste.

Períodos de calor frequentes fazem com que Prudente passe por uma variação climática, explica Vagner Camarini Alves, pós-doutor responsável pela estação da universidade. Segundo ele, o maior município do oeste paulista acompanha a tendência de aquecimento global desde os últimos 15 anos. No entanto, ainda não é possível afirmar que há alteração brusca, pois a constatação de mudança climatológica se dá pela comparação de uma média de temperaturas de 30 anos com as marcações referentes a outro período de também três décadas. Tal verificação só poderá ser feita daqui a oito anos, quando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) finalizará 60 anos de estudos da “normal climatológica”.

Que todo o mundo vem esquentando é fato, tanto que o governo federal brasileiro tem o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, com metas a serem cumpridas até 2015 e até 2030 para tentar minimizar o problema. Mas sobre o típico calor prudentino, uma das causas é a urbanização, pois Camarini argumenta que a redução de áreas verdes dentro da cidade impede o escape térmico. Então, formam-se ilhas de calor nos locais de aglomeração das construções. No entanto, os termômetros em alta também dizem respeito a aspectos naturais. “Nossa região é próxima do Trópico de Capricórnio, onde no verão o sol está quase à pino. Portanto, a quantidade de luz solar é grande, o que traz muito acúmulo de energia ao ambiente”, declara o professor de Física da Unoeste.

ESTRUTURA – A Unoeste tem sistemas convencional e automático na Estação Meteorológica, onde as medições são feitas desde 1989 no campus II. O local segue as exigências da Organização Meteorológica Mundial de estar em um local plano e gramado, aberto, bem arejado, sem árvores e construções próximas. Termômetros ficam em abrigo feito de madeira, com veneziana nas laterais e pintado de branco para refletir a luz e registrar a temperatura correta do ambiente. Com atenção a isso e a mais conceitos da física é que é possível fazer as medições. Por isso, o curso de Física é um dos que fazem práticas acadêmicas na estação. Agronomia, Engenharia Ambiental e, eventualmente, outros cursos da Unoeste também usam o lugar.

RECORDES DO TERMÔMETRO – A temperatura máxima oficialmente registrada em Prudente, de acordo com a Estação Meteorológica da Unoeste, é de 39,3º C, em novembro de 1985. Em contrapartida, a mínima é de - 1,8º C, durante julho de 1975.


Fonte: Aline Blasechi - Mtb: 40.055 / Assessoria de Comunicação _ Foto: Ector Gervasoni



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